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TÓPICO OFICIAL - SOBRE AS OLIMPIADAS 2012

Cielo é bronze nos 50m nos Jogos de Londres, e Fratus fica em quarto


O olhar era de desolação. Depois de quatro anos de domínio absoluto nos 50m livre, foi difícil olhar para o placar e ver que a coroa lhe tinha sido tirada. Enquanto Florent Manaudou se assustava ao perceber o que tinha acabado de fazer, Cesar Cielo tentava aceitar que seu esforço não tinha sido suficiente para vencer a prova. Queria o bicampeonato, se igualar a Alexander Popov e Gary Hall Jr., mas teve de se contentar com a medalha de bronze. O francês, não era cotado como um dos favoritos, mas surpreendeu. Fez o melhor tempo da vida (21s34) e derrubou o rei. O americano Cullen Jones ficou com a prata (21s54), seguido por Cielo (21s59). Dois centésimos depois chegou Bruno Fratus.

Em Londres, Cielo não consegue o bi olímpico nos 50m (Foto: Satiro Sodré / AGIF)
O rosto entregava o que as palavras tentavam esconder. Cielo estava chateado, sem entender muito bem o que tinha acontecido. Apostou na véspera que a briga pelo ouro ficaria entre americanos e brasileiros. Nunca com Manaudou, que tinha passado à final com o sexto tempo. A surpresa foi grande
Não achou que tenha nadado tão mal, mas ao mesmo tempo dizia que não estava totalmente satisfeito. Repetia que não estava totalmente triste, embora não tenha contido as lágrimas quando viu os pais na arquibancada.
- Não foi uma tristeza completa porque peguei medalha. Acho que poderia ter feito melhor sim, pelo menos o melhor tempo da minha vida (21s38 sem os trajes). Mas o francês fez uma grande prova e mereceu ganhar. Fiz o melhor que tinha desde a baliza até a parede. Fiquei a dois décimos do meu melhor, mas infelizmente não deu. Acho que o cansaço acabou comprometendo. Fui o único dali dos oito que nadou os 100m livre desde as eliminatórias e fui direto para os 50m. E nos 50m você precisa estar descansado de outras provas. Quando chegou a hora de nadar essa prova eu já estava um pouco queimado de velocidade e faltou um pouquinho para conquistar o ouro - disse Cielo.
Recordista mundial da distância, o brasileiro admitiu que as pernas não responderam ao seu comando como de costume. A prova no bloco não foi tão boa. Chegou até a pensar que tinha batido na borda na frente de Cullen Jones. Não deu. Em Pequim-2008, Cielo passou pela mesma rotina. Nadou primeiro os 100m e depois os 50m. Subiu ao pódio nas duas. Desta vez, o aproveitamento não foi o mesmo e o fez repensar a escolha.
- Acho que eu não nadaria os 100m livre. Acho que não seria necessário gastar minha energia na prova dos 100m, mas a gente arriscou e esta aí o que aconteceu, não dá para voltar atrás. Agora é tentar melhorar e pensar nas próximas competições, nessa agenda, ver se vai valer à pena nadar. Quero pensar um pouquinho em férias e depois pensar no que fazer para melhorar já que o francês está nadando bem. O que importa é que ganhei mais uma medalha importante e bola pra frente.

No pódio, Cielo cumprimentou Manaudou. O nadador de 21 anos, que até então era conhecido como o irmão caçula da medalhista olímpica Laure, não sabia se ria ou se respirava fundo durante a cerimônia de premiação. Parecia não esperar estar ali.
- É uma boa surpresa conquistar essa medalha. Fiz o melhor tempo da minha vida e fui campeão olímpico com a mesma idade que Cielo em 2008. Estou muito surpreso e feliz. Sobre o segredo de ser tão rápido, sinceramente não sei - afirmou.

Bruno Fratus foi rápido. Mais veloz do que todas as outras vezes que disputou essa prova na vida. Por isso mesmo, foi difícil aceitar ter batido na trave, ter ficado fora do pódio por apenas dois centésimos.
- Você passa bastante tempo se preparando, se dedicando a um ideal e quando chdga a final fica em quarto por essa diferença. Não sei se chegou a ser uma frustração. Acho que foi uma decepção e estou triste. Eu nadei mais rápido que ontem, me superei mais uma vez... Se soubesse que ficaria por pouquinho faria algo diferente. Não foi ótimo, mas estou com a minha consciência tranquila. Fiz tudo o que pude, saio satisfeito. Está por vir um ciclo de quatro anos bem produtivo para mim - disse.
Sobre a vitória de Florent Manaudou, ele lembrou o que tinha dito na véspera.
- As Olimpíadas são assim, né? Isso está acontecendo desde o primeiro dia. Eu disse que da raia 1 a 8 qualquer um podia vencer.
Confira a classificação final dos 50m livre:
1º Florent Manaudou (França): 21s34
2º Cullen Jones (EUA): 21s54
3º Cesar Cielo (Brasil): 21s59
4º Bruno Fratus (Brasil): 21s61
5º Anthony Ervin (EUA): 21s78
6º Roland Schoeman (África do Sul): 21s80
7º George Richard Bovell (Trinidad e Tobago): 21s82
8º Eamon Sullivan (Austrália): 21s98



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Com Marta apagada, Brasil perde para o Japão e dá adeus aos Jogos



Sem apresentar um futebol convincente em qualquer momento do torneio, chegou ao fim, nesta sexta-feira, o sonho da medalha olímpica para as meninas do futebol brasileiro. Mais uma vez com Marta apagada e pouco produtiva, o Brasil perdeu por 2 a 0 para o Japão, no Millenium Stadium, em Cardiff, País de Gales, e deu adeus aos Jogos de Londres.
Depois de duas medalhas de prata nos Jogos de Atenas (2004) e Pequim (2008), a seleção brasileira ficou pelo caminho e, pela primeira vez, está fora das semifinais. Em Atlanta (1996) e Sidney (2000), o Brasil terminou na quarta colocação. Atual campeão mundial, o Japão segue vivo e vai enfrentar a França, nas semifinais, em Londres, na segunda-feira. Na outra semifinal, os Estados Unidos aguardam o vencedor de Canadá x Grã-Bretanha.
No duelo entre Marta - cinco vezes bola de ouro da Fifa - e Sawa - atual melhor do mundo -, a japonesa foi superior. Não que a camisa 10 do Japão tenha sobrado em campo. Ela teve apenas uma boa atuação e participou do primeiro gol japonês. Já a brasileira, que outrora encantou nos Jogos Olímpicos, pouco fez para ajudar a seleção, nesta sexta-feira.

Marta lamenta o primeiro gol japonês. Brasileira esteve sumida em campo (Foto: Getty Images)
Brasil começa bem

Mal soou o apito inicial, as japonesas já levaram perigo ao gol brasileiro. Com apenas 40 segundos de jogo, a defesa brasileira cochilou, e Ohno arriscou da entrada da área, obrigando Andreia a fazer grande defesa.
Apesar do susto, o Brasil foi melhor durante boa parte do primeiro tempo. Na primeira vez em que Marta e Sawa se cruzaram em campo, a brasileira levou a melhor. Meio como quem diz “Eu sou a melhor”, Marta deu um drible desconcertante e foi derrubada pela camisa 10 do Japão na entrada da área.
A cobrança não chegou a levar perigo, mas a seleção brasileira apresentava um futebol muito melhor do que o jogado na vitória por 1 a 0 sobre a Nova Zelândia e na derrota pelo mesmo placar para a Grã-Bretanha.
Com Marta participativa, o time de Jorge Barcellos teve ótimas oportunidades para abrir o placar no Millenium Stadium. Da marca do pênalti, Renata Costa chutou por cima do gol. Em seguida, Formiga tabelou com a camisa 10 e soltou um petardo de longe. A goleira Fukomoto teve de se esticar toda para evitar o gol.

Japonesas comemoram o gol de Shinobu Ohno (Foto: Reuters)
Apagão

O bonito lance empolgou os torcedores, mas foi o derradeiro de brilho do Brasil e de Marta. Como quem sofre um apagão, a seleção parou de jogar na metade do primeiro tempo. As brasileiras passaram a errar constantemente a saída de bola e pagaram caro por isso.
Primeiro, Ohno chutou por cima do travessão. Um minuto depois, Miyama driblou Renata Costa e chutou rente à trave. E não demorou para a pressão transformar-se em bola na rede. Em rápida cobrança de falta, Sawa aproveitou a desatenção da defesa brasileira e achou Ogimi livre para tocar na saída de Andreia e fazer 1 a 0 para o Japão.

Cristiane também não esteve em noite feliz, em
Cardiff (Foto: Agência Reuters)
Nervosismo

Ciente de que a sequência olímpica estava ameaçada, o time brasileiro voltou nervoso para o segundo tempo. Prova disso é que, logo aos três minutos, de forma não intencional, Marta acertou uma joelhada no rosto de Sakaguichi durante uma dividida e foi punida com o amarelo.
A camisa 10, aliás, pouco fez na segunda etapa. Em seu melhor lance, cobrou uma falta com perigo, mas para fora. Pouco produtivo, o Brasil quase não ameaçou as japonesas. Sem força para buscar o empate, a seleção teve sua melhor chance em uma cabeçada de Cristiane, que aproveitou cruzamento de Rosana e finalizou rente ao travessão.
Com o Brasil todo no ataque, o Japão não demorou a aproveitar os espaços deixados pela defesa verde-amarela. E, aos 27, saiu o golpe de misericórdia. Ohno recebeu ótimo lançamento na direita, gingou sobre Érica e chutou de canhota por cima da goleira Andreia. A bola ainda explodiu no travessão antes de entrar, o que deixou o lance mais bonito: 2 a 0.
O que se viu nos minutos finais da partida no Millenium Stadium foi desespero brasileiro. Sem organização alguma, a seleção se mandava ao ataque, mas foi o Japão que esteve mais perto de ampliar o placar nos contra-ataques.

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Com show de Ricardo no bloqueio, Brasil avança no vôlei de praia


O estreante Pedro Cunha e Ricardo, bronze em Pequim-2008 e ouro em Atenas-2004, precisaram suar a camisa para vencer os espanhóis Herrera e Gavira, por 2 sets a 0 (21/18 e 21/19), pelas oitavas de final dos Jogos de Londres. Muralha de 2m de altura, o campeão olímpico brilhou na rede e foi decisivo na vitória verde-amarela. Invictos, os brasileiros são os únicos que ainda não perderam nenhum set no torneio de vôlei de praia. Os adversários da dupla nas quartas serão conhecidos após o jogo entre os alemães Brink e Reckermann e Samoilovs e Sorokins, da Letônia.

Imbatível no bloqueio, Ricardo foi decisivo na vitória sobre os espanhóis (Foto: Agência AP)
O caminho da dupla canarinho em busca do lugar mais alto do pódio ficou mais fácil após a eliminação dos americanos Rogers e Dalhausser, ouro em Pequim, em outro confronto pelas oitavas. Em Londres, o Brasil não sofreu derrotas na modalidade.
- A gente está curtindo esse momento, vivendo intensamente cada partida. Isso nos enche de energia a cada ponto. Conseguimos manter nossa concentração na virada de bola e controlar os nossos erros durante o jogo. Foi um difícil, mas deu certo. O vento está um pouco diferente, de todos os lados, não mantém uma direção só, isso atrapalha muito, tive dificuldades em alguns momentos até para levantar a bola para o Pedro - afirmou Ricardo ao SporTV.

Pedro Cunha passa a bola de manchete para o
companheiro Ricardo (Foto: Agência Reuters)
O campeão olímpico e o estreante começaram atrás no placar, mas conseguiram reverter a situação e abriram cinco pontos de vantagem (13 a 8), graças às boas defesas de Ricardo e dos pontos de contra-ataque do companheiro. O veterano era soberano na rede e os espanhóis bem que tentaram encostar no placar, mas os brasileiros fecharam a parcial em 21 a 18.
O segundo set foi o mais complicado para os brasileiros. Herrera entrou bem e deu trabalho para a dupla verde-amarela, mas Ricardo estava num dia inspirado e foi uma verdadeira muralha. O equilíbrio prevaleceu e os europeus conseguiram tomar a frente do placar depois de um ace de Gavira. Quando o set ainda estava indefinido (19 a 19), o campeão olímpico foi decisivo e fez um bloqueio sensacional, virando o jogo: 20 a 19. No lance seguinte, os brasileiros confirmaram o serviço e levaram a vitória.


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Após dieta 'de engorda', Baby quer sair para jantar com a namorada


Rafael Silva, o Baby, queria chegar aos 170 quilos até esta sexta-feira, quando entraria em ação em Londres. Eram 20 acima de seu peso normal. Lutou com 168kg. E conquistou a medalha de bronze na pesado, a primeira do país na categoria. Com a joia no peito, só quer saber de uma coisa.
- Foi um trabalho duro. Estava me sentindo rápido na última semana, e o resultado veio. Fiz um trabalho físico muito bom, com nutricionista, preparador físico. Agora quero jantar com a minha namorada, Bruna. Ela e minha tia, Eliana, vieram aqui.

Teddy Riner, Alexandre Mikhaylin e Rafael Silva no pódio em Londres (Foto: Agência AFP)
No pódio, Baby e os outros medalhistas se apertaram no degrau mais alto ao lado do francês Teddy Riner, campeão, para uma foto.
- Vou tentar não quebrar a minha medalha, igual ao Kitadai. Não pode tomar banho com a medalha - disse, brincando com o ligeiro, que deixou sua medalha de bronze cair no chão e teve de pedir ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para trocá-la.


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Da calma de Tarallo ao desespero de Joice, basquete tem reações distintas


O cenário era o mesmo: a zona de entrevistas da Arena de Basquete. O tema também: a eliminação da seleção feminina, que perdeu para o Canadá nesta quinta-feira e disse adeus à classificação para a próxima fase. As reações, no entanto, foram extremamente opostas. Último a falar com os jornalistas, o técnico Luís Cláudio Tarallo estava abatido, mas manteve o tom sereno e evitou transformar tudo em terra arrasada. Antes dele, a ala-armadora Joice era o avesso dessa imagem. Chorando e falando frases desconexas em tom de revolta, era o símbolo de um time que lutou, mas bateu na trave quatro vezes em Londres.

Joice durante a partida: a ala-armadora do Brasil ficou desencantada após a derrota (Foto: AFP)
- Putz. Dá um tapa na minha cara! Estou p... Estou p... Está desligada, põe o dedo na tomada. Estou representando meu país, não estou aqui de brincadeira. Para a torcida, eu diria sinto muito, obrigada por terem assistido ao jogo. Com certeza agora as jogadoras estão chorando. Eu já chorei. Não vim aqui para cumprir tabela não, de verdade, não vim aqui para passar vergonha não. Tudo funcionou bem, só não veio o resultado - desabafou Joice, nitidamente abalada com a eliminação em sua primeira participação olímpica.
À exceção de Joice, Clarissa e Adrianinha, todas as outras jogadoras passaram sem dar declarações, com a expressão fechada após a derrota. Tarallo, com paciência, era o oposto da ala-armadora. Tentava explicar pausadamente o que aconteceu, mas também não escondia a decepção.

Tarallo tentou manter a calma (Foto: Getty Images)
- A gente aproveita para pedir desculpas por não ter trazido a alegria da classificação, mas não faltou empenho, estudo, treinamento, dedicação. É triste para mim como técnico, mas não podemos esmorecer. Embora a gente esteja jogando de igual para igual, ainda falta força para vencer. Precisamos dar essa sequência. Foi por isso que me chamaram. Estou fazendo uma pesquisa com todos os técnicos, para saber o tempo de preparação, quantos times há nas ligas dos países, quantas jogadoras renovadas para 2016 - explicou Tarallo.
A pivô Clarissa, de 24 anos, também estava calma na hora das explicações
- Temos que agradecer às pessoas que torceram por nós. É claro que fica uma mágoa dentro do peito, mas não adianta chorar pelo leite derramado. A gente trabalhou muito para estar aqui. Vamos continuar trabalhando para corrigir os erros. Tudo que tinha que ser feito, foi feito. Não há uma conta matemática para isso, não é 1 + 1. Não dá para explicar muito. A gente pecou por um primeiro tempo ruim. Temos que pensar nele para entrar sempre forte nos próximos campeonatos - explicou.


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Jack do dia: jogadora angolana tenta estrangular rival britânica no handebol



Se pudesse assistir aos Jogos Olímpicos de Londres, Jack, o Estripador provavelmente já teria escolhido sua modalidade favorita: handebol. O famoso assassino em série que aterrorizou a capital britânica no século XIX se empolgaria com lances que se tornaram bastante comuns nas partidas disputadas na Arena de Handebol, como puxão de cabelo, “mata-leão”, dedo na cara... Mas uma jogada parece ter sido trazida diretamente dos romances policiais. A tentativa de estrangulamento que a angolana Marcelina Kiala protagonizou nesta sexta-feira, na partida contra a Grã-Bretanha, teria feito Jack vibrar na arquibancada. A jogadora africana exagerou na hora de marcar a britânica Marie Gerbron e acabou colocando as duas mãos no pescoço da adversária. Com a ofensiva pouco delicada, Angola conseguiu passar por cima da Grã-Bretanha, por 31 a 25. As jogadoras brasileiras que se cuidem: o time angolano será o último adversário da fase de grupos, no domingo.



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Murray mostra força, derrota Djokovic e duela pelo ouro contra Federer

A torcida empurrou do começo ao fim, e Andy Murray respondeu. Jogando um tênis agressivo, corajoso e impecável nos momentos importantes, o britânico derrotou Novak Djokovic e conquistou, nesta sexta-feira, uma vaga na final das Olimpíadas de Londres 2012. As parciais da vitória do escocês foram 7/5 e 7/5, e o duelo durou exatas duas horas.

Torcida britânica festeja a classificação de Andy Murray para a final olímpica (Foto: AFP)
O triunfo do atual número 4 do mundo fará da final olímpica uma reedição da decisão de Wimbledon, há menos de um mês. Na ocasião, na mesma Quadra Central de Wimbledon, Federer derrotou Murray e conquistou o heptacampeonato no Grand Slam britânico. Desta vez, em busca da inédita medalha de ouro, o suíço vem de uma vitória sofrida sobre Juan Martín del Potro. O jogo foi o mais longo da Era Aberta (a partir de 1968) do tênis em melhor de três sets.
Murray e Djokovic fizeram um duelo parelho desde o primeiro game, com muitos pontos bonitos e poucos erros não forçados. Depois de Nole salvar dois break points no segundo game, os dois tenistas conseguiram impor seus serviços sem grandes problemas. Murray não cedeu uma chance sequer e foi recompensado no 12º game, quando finalmente teve outro break point. Com a torcida fazendo muito barulho e gritando o nome do tenista da casa, Djokovic sucumbiu. Diante de um set point, o sérvio subiu à rede de forma precipitada e levou uma passada na cruzada. A bola levantou o público e fechou o set a favor do britânico: 7/5.
A partida seguiu emocionante, e o público fazia mais barulho a cada game. Quando Djokovic conseguiu break points no começo da segunda parcial, a torcida respondeu. E Murray, que perdeu a paciência e atirou a raquete no chão depois de um erro, se salvou com excelentes pontos. A torcida viveu outro drama no 11º game, quando o escocês mais uma vez encarou uma chance de quebra e se salvou soltando pancadas de direita e esquerda.
Se Murray foi impecável sob pressão, Djokovic não fez o mesmo. Sacando em 5/6, o número 2 do mundo novamente sucumbiu. Quando jogou uma esquerda na rede, cedeu três match points para o tenista da casa. No ponto seguinte, uma devolução fortíssima de Murray garantiu a vitória e sua vaga na final olímpica em Wimbledon.

FONTE : http://globoesporte.globo.com/olimpiada ... derer.html
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Rosângela Santos faz melhor marca da carreira e se garante na semifinal

Foi uma estreia com o pé direito. Nesta sexta-feira, no primeiro dia do atletismo em Londres, Rosângela Santos fez a melhor marca da carreira nos 100m e se tornou a primeira brasileira a passar para as semifinais da prova em Olimpíadas. Ela terminou em segundo lugar na quinta bateria da noite, com o tempo de 11s07, atrás da americana Allyson Felix, que encerrou com 11s01. O resultado de Rosângela supera também a melhor marca sul-americana, de 11s15, de Ana Cláudia Lemos. O tempo, porém, não foi considerado recorde porque a velocidade do vento passou dos 2m/s, o máximo permitido pelas regras da Federação Internacional de Atletismo.
- A minha largada até foi boa, mas elas saem muito rápido. Eu ainda não estou nesse patamar. Eu estou trabalhando nisso, mas é preciso tempo. Eu deixei a prova um pouco, mas mantive a calma e cheguei bem - resumiu Rosângela, com um largo sorriso no rosto.
As semifinais e a grande final vão ser disputadas neste sábado, no Estádio Olímpico. Mas, para ter chances de passar para a decisão, a brasileira precisa melhorar mais o tempo.
- Para passar da semi, eu tenho que sair bem melhor e acompanhar a prova. Não posso deixar a prova fugir. Se eu deixar a prova fugir, vai ser fatal. O tempo para a final deve ser 11s00, 10s90. Passar para a final sempre foi a minha meta desde o começo da temporada. Não achei que eu conseguiria, mas agora já estou mais confiante - completou a atleta.

Rosângela Santos na eliminatória dos 100m de Londres (Foto: Agência AFP)
Rosângela tem 21 anos. Campeã Pan-Americana em Guadalajara, em 2011, ela nasceu em Boston, nos Estados Unidos, mas se mudou para o Brasil com apenas um ano de idade. Atualmente, treina na Vila Olímpica do Mato Alto, uma comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

fonte : http://globoesporte.globo.com/olimpiada ... ndres.html
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Mt bom tópico
mais eu axo que o melhor de todos os esportes das oliampiadas de londres sao , futebol (masculino) vôlei (volei masculino), Bom prefiro prefiro esses 2 prq sao os dois q o Brasil vai para frente msm.
 
Bolt ao alcance de todos: estátua aproxima ídolo do público

O tratamento de chefe de estado deixa clara a importância da mais nova estátua do museu de cera Madame Tussauds, em Londres. Entre as centenas de celebridades expostas ali, a lista das que têm acesso controlado para fotos é pequena e imponente. Conta com a família real britânica, Barack Obama e... Usain Bolt. Em tamanho natural (1.96m) e fazendo o tradicional raio com os braços, o jamaicano já é alvo de flashes na cidade dos Jogos desde muito antes de pisar na pista do Estádio Olímpico, o que acontece neste sábado para as eliminatórias dos 100m rasos, a partir das 6h (horário de Brasília).

A reprodução em cera e tamanho natural do atual campeão olímpico dos 100m no museu de Londres
(Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
Inaugurada em meados de julho, a estátua do homem mais rápido do mundo ficou exposta alguns dia no Terminal 5 do Aeroporto de Heathrow, mas se mudou “correndo” para o museu. Lá, é protagonista desde o último dia 23. Com os braços apontados para a esquerda em direção ao céu, sorriso no rosto e um cronômetro ao lado com a assustadora marca de 9s58, recorde mundial nos100m, Usain Bolt está à disposição de curiosos em busca de uma recordação “ao lado” de um dos principais nomes dos Jogos.
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Confira outras notícias do atletismo em Londres
Enquanto cerca de 80 mil torcedores terão a oportunidade de acompanhar a história em três séries de pouco mais de nove segundos no sábado e no domingo, outros milhares se contentam em ostentar o “jamaicano de mentira” em suas redes sociais. A estimativa é de que cerca de dois mil turistas tirem fotos com Bolt no museu diariamente, seja em suas próprias máquinas amadoras ou com os fotógrafos oficiais do local. No segundo caso, é necessário pagar 10 libras (R$ 30) na saída do local pelo souvenir.
- Essa foto todo mundo vai querer! É uma forma de dizer que estive aqui. É tão real que algumas pessoas nem vão perceber a diferença – disse o angolano Raul Jacks ao dar de frente com o jamaicano.
A estátua de Bolt está localizada estrategicamente ao lado do lendário Jesse Owens, dono de quatro ouros nos Jogos de Berlim 1936, três deles justamente nas provas vencidas pelo jamaicano em Pequim 2008: 100m, 200m e 4x100m rasos. O herói americano, entretanto, passou a ser figurante diante do assédio ao ídolo atual.

Fã imita o gesto de Bolt ao posar para foto
(Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
Torcedores das mais diversas etnias posam para fotos com Bolt. De ingleses a africanos, passando por orientais e muçulmanos.
- Estou muito surpreso por vê-lo aqui. É muito real. Sou muito fã, ele é meu favorito nas Olimpíadas. Não consegui ingressos para o estádio olímpico, mas estar aqui é uma forma de estar perto dele – comemorou o francês Norwin Massiah.
Os brasileiros, obviamente, também tiram uma casquinha do jamaicano de cera. Foi o caso dos paulistas Alexandre Araújo e Daniela Ramos, que deixaram Santos para estudar em Dublin, na Irlanda:
- Eu imaginei que tivesse uma estátua dele aqui. Tinha que ter. Ele é o cara das Olimpíadas. Eu sabia que tinha o Hamilton, a inglesa que todo mundo fala (Jessica Ennis) e não era possível que o Bolt não estivesse aqui. É uma das estátuas mais perfeitas, ainda mais na pose típica. É muito legal.
Espaço esportivo cheio
Além de Usain Bolt e Jesse Owens, há muitos outros atletas eternizados no museu. Dos presentes nas Olimpíadas, os queridinhos dos ingleses, Tom Daley (saltos ornamentais) e Jessica Ennis (heptatlo), estão reproduzidos em poses clássicas. Outro ídolo local é o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton. Já o futebol é representado por David Beckham, Cristiano Ronaldo e Pelé, o único brasileiro no local. A lista ainda conta com Mohamed Ali, Rafael Nadal e ídolos do rúgbi e críquete.
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