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Corinthians fará estádio para 65 mil, mas não diz de onde sairão R$ 200 milhões



O Corinthians oficializou ontem ao Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 que construirá estádio para 65 mil pessoas para a abertura do evento, mas não disse de onde virá todoo dinheiro para as obras.

O projeto custará R$ 600 milhões, diz o clube. Até R$ 400 milhões podem ser financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A origem do financiamento dos outros R$ 200 milhões, diz o Corinthians no documento, será avaliada de acordo com as exigências da Fifa para o estádio. O clube dá a entender que a obra pode ficar mais barata caso a Fifa reduza seu nível de exigências.

No documento, encaminhado ao secretário de Estado de Planejamento, Francisco Vidal Luna, o clube diz que o estádio ficará pronto em dezembro de 2013.

O cronograma poderá ser antecipado, e as obras, entregues já para a Copa das Confederações, em meados de 2013, caso os governos estadual e municipal liberem rapidamente as licenças ambiental e de início das obras.

Enquanto a Fifa e o COL analisam a proposta, o Corinthians terá de apresentar as garantias financeiras.

Não foi encaminhado o projeto do estádio, mas um "desenho de anteprojeto", que leva a assinatura do arquiteto Anibal Coutinho.

O estádio terá um complexo de TV, centro de mídia, área para camarotes e eventos, estacionamentos e espaços para vendas de produtos --exigências da Fifa para o estádio de abertura da Copa.

Ontem, pessoas ligadas ao projeto do estádio de Itaquera do Corinthians festejavam a queda de todos os obstáculos à empreitada, mesmo com o adiamento de reuniões para os próximos dias.

Elas se referiam ao fato de o clube ter chegado a um acerto verbal com a Petrobras sobre os dutos que passam sob o terreno onde será erguido o estádio e o fato de o projeto ter deixado de se resumir a só uma maquete.

O presidente do clube, Andres Sanchez, comentou com pessoas próximas que ''de maquete o Corinthians está cheio, o que ele precisa é de um estádio". "E agora terá."

uol
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