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The big bang theory in brasil!!!

Atores participam de coletiva de imprensa em São Paulo

Sem Jim Parsons e Kaley Cuoco, elenco promove o programa e conversa com jornalistas na capital paulista.

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Por Matheus Gonçalves

Na manhã de quarta-feira 06 MAIO 2011 amanheceu mais nerd que nunca em São Paulo. Isso porque os atores Johnny Galecki, Simon Helberg e Kunal Nayyar participaram de uma coletiva de imprensa e falaram sobre seus personagens (Leonard, Howard e Raj, respectivamente) em um dos seriados de maior sucesso na atualidade: Big Bang Theory.

Para quem não conhece, Big Bang Theory é uma série de TV dos Estados Unidos, exibida no Brasil pelo canal pago Warner Channel. Em seu enredo, quatro amigos extremamente nerds trabalham na mesma Universidade e lidam diariamente com assuntos geeks, que é o universo que os envolve.
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Atores do seriado respondem perguntas dos Jornalistas. (Crédito: Fabiana Baioni)

Para se ter uma ideia, já participaram como convidados em alguns episódios Leonard Nimoy, ator que interpretou o ícone Spock em Jornada nas Estrelas (Star Trek), além de ninguém menos que Steve Wozniak, co-fundador da Apple Computers, entre outros físicos e cientistas renomados.

Cada um dos personagens tem peculiaridades que tornam o seriado um prato cheio para quem gosta de humor, tecnologia, quadrinhos e videogames.

A ausência de Jim Parsons e Kaley Cuoco nesta viagem ao Brasil pode ter frustrado alguns fãs. Ela, porque faz a linda Penny, vizinha que tem um conturbado envolvimento romântico com Leonard e que faz o contra ponto entre as maluquices do quarteto e o mundo… hum… normal. E Jim Parsons, por dar vida a Sheldon, considerado por muitos o principal personagem da série. Ele ganhou o Prêmio Emmy de Melhor Ator de Comédia do ano de 2010.

O elenco veio para uma visita de cinco dias, com o intuito de conhecer o país e divulgar o programa. E desde a manhã da última segunda-feira eles interagem com seus fãs locais. “Olá, São Paulo”, publicou Nayyar em seu perfil do Twitter, assim que chegou.
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Sempre muito bem humorados, arrancaram gargalhadas das pessoas do auditório. (Crédito: Fabiana Baioni)

Os atores foram muito simpáticos com os jornalistas, respondendo perguntas durante horas, mas sempre com muito bom humor.

Abaixo você confere as melhores respostas e algumas fotos do evento. Bazinga!

Pergunta: Existe a possibilidade de sair um filme?
Kunal: Ótima pergunta… Não, acho que não… não sei se o formato permite um longa metragem
Simon: Seria… um drama…
Johnny: um drama beeem triste.

P: Vocês se consideram ícones nerds?
S: Não, nós não nos consideramos ícones nerds.
J: A gente se surpreende quando as pessoas sugerem isso.
S: talvez sejamos ícones, mas não nerds.

P: Por que Raj e Howard nunca assumiram seu amor gay?
K: [risos] Não, eles são apenas bons amigos, e Raj é apenas um cara sozinho, ele é agora apaixonado pela Bernadette. Eu não garanto que eles não vão terminar como casal, sem ofensas, Simon, você é um cara lindo, mas eles continuarão apenas flertando.
S: Isso, apenas flertando. E as mocinhas continuarão na série. “Eu e Bernadette estamos noivos, espero muito que ela continue. Acho que as mocinhas voltarão.”

P: Vocês acham que o os personagens irão se casar?
J: “Não sei, talvez aconteça um casamento. Quem sabe?”

P: E o Raj pode deixar de ter esse medo de mulher?
K: Não, é isso que o torna engraçado, acho que essa característica deve ser mantida.

P: Vocês sentem a necessidade de serem engraçados o tempo todo?
S: Não, isso vem naturalmente.
K: Eu acho que Johnny é o mais engraçado – mas quando eu começo a rir muito ele apela pra umas piadas de humor negro.
J: Ele se ofende com frases como “Ah, ás vezes, bebês morrem” [sussurrando]
K: E na cena seguinte eu estou chorando.

P: Vocês acham que existe uma cultura geek/nerd? Como vocês se sentem com isso?
J: Eu acho bem ____ ser nerd, ser inteligente
K: Acho que é isso. É ____ ser inteligente. Mas eu não sou inteligente.
J: Acho que mais atraente ainda é a paixão pelo que faz. Pode ser sobre musica, esportes, mas você precisa ser apaixonado. Esse é o segredo.

P: Vocês participaram da criação dos personagens?
S: Não, acho que nenhum de nós participou. Ás vezes o Kunal chega e fala “olha, seria legal colocar isso na série”, mas o conceito original já estava criado.

P: Vocês entendem as piadas do show?
S: Nós não entendemos a maioria das piadas. Mas existe um consultor na equipe que nos explica. E ele sim é nerd.
J: Ele é muito nerd.

P: Aqui no Brasil tem existido uma discussão sobre quem é nerd de verdade? Existe alguém mais nerd que outro?

J: Não sei se existe alguém mais nerd que outro, vejo apenas como paixão no que faz. E, vejam, os maiores Nerds são as pessoas de maior sucesso no mundo. Isso diz muito.

P: A mãe do Howard irá aparecer?
S: Você realmente quer ver a mãe do Howard? Ela deve estar presa no porão da casa. Acho mais interessante manter apenas na imaginação, sua descrição de uma mulher com obesidade mórbida, com gritos ardidos, bigode…
K: Ahh seria legal vê-la na temporada final!
J: Não, isso seria nojento.

P: O que vocês acham que precisa ser feito para a série ganhar o Emmy?
K: Acho que a gente precisa ser nomeado primeiro. Mas eu troco todo o glamour e prêmios, por estar recebendo o carinho de nossos fãs, das pessoas chegando na gente e dizendo que adoram o seriado, isso pra mim é o importante.
S: Bom, temos que competir com outras séries que são muito boas. Comédia, a categoria, pode parecer que todos os seriados são iguais, e é complicado analisar cada característica individualmente.

P: Vocês têm a intenção de trabalhar por trás das câmeras?
K: Eu não, acho que não.
S: isso acontece com algumas pessoas, mas não acho que somos iguais essas pessoas. Quero dizer, somos atores… gostamos de atuar.
K: E somos muito bonitos para estar atrás das câmeras.
S: É, o diretor falaria "Vocês são tão bonitos, vão ali pra frente
K: Eu gostaria de dirigir, só pra mandar. FAÇA ISSO, FAÇA AQUILO, ME TRAGA UM CAFÉ! hahaha brincadeira.

P: Como foi pra vocês enfrentar os fãs na ComiCon!? Em um antro de nerds e geeks? Qual foi a reação de vocês?
S: Foi muito confuso, muito barulhento.
J: Eu acho que foi a pior ideia do mundo, é uma feira de fãs de séries de ciência, fãs malucos…
S: É! hahahahaha a gente teve que encarar 1000 versões de nós mesmos, vestidos iguais.
K: Mas estar no palco, com as pessoas gritando, a gente se sentia como rockstars, eles chorando, gritando, poxa… emociona qualquer um, foi maravilhoso.

P: Vocês esperavam que o programa se tornaria um sucesso mundial?
K: Olha, o enredo era muito engraçado, mas não é algo que se espera em um trabalho novo. Somos pessoas normais, e é maravilhoso saber que esse sucesso existe.
S: Eu tive uma sensação de que tinha algo de especial no programa piloto, assim que a gente filmou. Mas ainda estamos nos beliscando, quero dizer, estamos no nosso cenário, EM SÃO PAULO.
K: Com certeza nos sentimos muito sortudos.

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