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"Tevez ficou decepcionado com o City", afirma Kia

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A mais nova polêmica em que o argentino Carlos Tevez se envolveu na Inglaterra está tentando ser contornada pelo seu empresário, Kia Joorabchian, conhecido do público brasileiro no envolvimento com o Corinthians. O investidor afirmou que Tevez nunca se recusou a atuar, e que o seu sentimento com o clube inglês é de decepção por conta de algumas promessas não cumpridas pelos dirigentes, dentre elas a não-classificação à Copa dos Campeões.
"Quando Carlos assinou com o Manchester City, havia um motivo. Eu vi a visão do proprietário e um caminho para o time. Ele decidiu que ele iria assinar contrato, ficar um ano fora da Liga dos Campeões, e esperava o time na competição no ano seguinte. No final da temporada, ele ficou um pouco decepcionado com o fato da equipe ter ficado de fora", explicou Kia, em entrevista ao diário britânico Daily Telegraph.
Joorabchian revelou que tentou persuadir o argentino a permanecer no City, ainda que ele próprio tivesse mudado de idéia quanto à situação do clube após um ano da assinatura do contrato com seu jogador - que rendeu 25 milhões de libras (cerca de R$ 68,2 milhões).
"Ele quis sair durante o verão. Eu passei a maior parte do tempo viajando e conversando com Carlos e com o presidente do City para tentar convencê-lo a encontrar um denominador comum. Ele não queria se sentir como alguém que abandona o barco, e eu consegui fazer eles conversarem. Os dirigentes pediram para ele esperar até o final da janela de transferências para que resolvessem algumas questões", contou, afirmando que Tevez não obteve sucesso em sua empreitada.
"Durante o mês de setembro, Carlos voltou a ficar desiludido, porque a negociação não estava acontecendo. A janela fechou e eles não resolveram os problemas. Carlos queria sair, eu fui falar com os diretores, e eles ofereceram um novo contrato, com novas cláusulas", disse Kia.
"Eles o enviaram, e nós dissemos: vocês sabem que o Carlos não quer, não, muito obrigado. Atualmente, ele deixou muito claro que tem problemas a resolver. Em algum momento eles terão que sentar para discutir isso", afirmou.

font: Terra.com.br