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Super Homen de Aço

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Man of Steel
Estados Unidos, Canadá, Reino Unido , 2013 - 143 min.. Ação, Aventura, Fantasia.

>> Site Oficial http://www.warnerbros.fr/man-of-steel-15862.html
Direção: Zack Snyder
Roteiro: David S. Goyer
Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Russell Crowe, Kevin Costner, Diane Lane
Sinopse: Há anos enviado de Krypton, um avançado planeta alienígena, à Terra, Clark sofre com a derradeira questão: Por que estou aqui? Moldado pelos valores de seus pais adotivos, Martha e Jonathan Kent, Clark logo descobre que ter super-habilidades significa tomar decisões muito difíceis. Mas quando o mundo mais precisa de estabilidade, ele é atacado. E agora, suas habilidades serão usadas para manter a paz ou partir para um tudo ou nada?

Prepare-se para perder a inocência com a qual você sempre viu o Superman. Mais do que a cueca por cima da calça, o novo Clark Kent perdeu pelo caminho uma série de convencionalismos e depois de O Homem de Aço será difícil olhá-lo com os mesmos olhos. E isso é extremamente positivo quando estamos falando de um personagem que existe no imaginário coletivo há mais de 70 anos; a renovação mais que bem-vinda é também necessária.

Sete anos longe das telonas, o maior heroi da DC Comics vinha do fraco Superman - O Retorno (2006), que fracassou nas bilheterias e tornou o personagem persona non grata para diretores e roteiristas. No entanto, com o sucesso da trilogia O Cavaleiros das Trevas, uma nova luz foi lançada para Clark e Metrópolis. Christopher Nolan (diretor da trilogia Batman) se envolveu na produção, David S. Goyer (roteirista da trilogia) assinou para escrever o roteiro e Zack Snyder (diretor de 300) foi contratado para comandar o longa. Apesar da base forte, ainda havia muita resistência dos fãs com a nova empreitada, principalmente quando o britânico Henry Cavill foi anunciado como intérprete de um dos maiores símbolos norte-americanos.

Mas não é que se o filme não foi perfeito ele chegou bem perto de agradar? Esqueçam aqui as opiniões sisudas e analíticas que apenas críticos de cinema fazem de filmes arrasa-quarteirões de heróis. A produção entrega ao espectador exatamente o que propõe e a ideia não é trazer uma obra de arte ou superar a linguagem cinematografica, nada disso. Os longos 143 minutos visam entreter sem complicação e de quebra trazer a interessante história do último filho de Krypton.

Os pontos positivos do filme começam já de cara, com um trabalho minucioso na reinvenção de Krypton e uma direção de arte de tirar o chapéu. Sem se prender aos detalhes (e sem spoilers!) somos apresentados ao planeta de Clark e seus pais biológicos, tudo com muito cuidado, levando seu tempo. Essa primeira etapa do longa é a melhor para mim, a mais elaborada, pensada. A apresentação do Superman para um público que já está cansado de saber quem ele é precisava fugir do senso comum e o filme é bem sucedido. Já nos primeiros momentos da projeção se nota que nem tudo segue como estamos acostumados e que esse novo Superman vai trazer novidades e reivenções da realidade que acompanhamos tantas vezes em séries, desenhos e quadrinhos do herói.

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A chegada de Clark à Terra, sua adoção pelos Kent e a descoberta de seus poderes segue também de maneira pouco convencional, alternando passagens do passado com as do presente. Aos poucos o personagem principal vai se desdobrando e se fixando em nossa mente, os contornos desse novo herói vão surgindo. E a aceitação é rápida, porque Henry Cavill consegue personificar todos os Clark Kents que conhecemos, ele traz uma familiaridade e também o frescor da novidade, trabalhando todos os lados de um personagem extremamente complexo.

O que nos leva a um ponto muito alto de O Homem de Aço: seu elenco. Causando polêmicas desde o início com seu Superman britânico, com a Lois Lane ruiva e o Perry White negro, o elenco do filme provou com honra que esses detalhes pouco importam. Desde o protagonista até coadjuvantes com poucas falas, todos funcionam como uma unidade carismática e crível, sem deixar a peteca cair. A história vai se desenvolvendo com atuações pontuais e nos deixamos levar.

Apesar da diferença entre o novo Superman e seus antecessores no cinema, nada é realmente uma ideia sem rastro e totalmente original. O primeiro Clark Kent, dos anos 30, possuía uma personalidade mais difícil de ser contida e tinha pouca noção dos danos que sua força absurda poderia causar aos humanos. O Superman de agora é uma mistura bem interessante do escoteiro que nos acostumamos a ver com um lado mais obscuro do personagem, o que o torna de certa maneira também um pouco mais humano. Ninguém é totalmente bom ou totalmente ruim.

E essa humanidade do novo Superman será debate em algumas mesas de bar após o filme. Recheado de polêmicas em relação à nova conduta moral do herói, a única coisa que se tem certeza é que o Superman de 2013 está muito mais alinhado a realidade na qual vivemos e se despreendeu da imagem politcamente correta com a qual esteve atrelado por muitos e muitos anos. Se os fãs vão gostar ou não do novo posicionamento não dá para saber, mas sou a favor de mudar para melhorar. O que nos leva para o último arco do filme e longos minutos de muita, mas muita destruição.

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Não finjam que estão surpresos ou saiam do cinema com cara de quem se espantou, porque estamos falando do Zack Snyder aqui. E se tem alguma coisa que todo mundo deve saber é a queda pela megalomania que ele tem, onde tudo tem que ser maior, mais rápido, mais barulhento, mais sangrento. Snyder está longe de ser o mestre das sutilezas e claro que isso prejudica o filme que ele vinha construindo com tanto cuidado. A história bem amarrada e até algumas vezes com algum lapso de profundidade fica meio esquecida, parece fazer parte de outra produção. Tem muita porrada, porrada até demais.

Entendo e bem demais a necessidade de se ver um herói super poderoso brutalizar e de fato, ver o Superman lutar sem dominar de maneira alguma sua força é sempre interessante. Talvez seja a coisa que a gente mais quer ver, além de um satélite ser arremessado contra ele, porque essa é a graça dos heróis da DC. Eles são tão absolutamente fora da realidade que são capazes de lutar no espaço e tem coisa mais legal do que desligar a chave da vida real e se deixar levar por esse universo onde essas coisas são possíveis? Por isso sim, eu entendo que um filme como esse precisa de cenas de ação.

Mas estamos falando de uma destruição longa, que não pára, com seus ouvidos estourando no IMAX. Chega um momento que você realmente torce de todo o coração para que o Superman saia vencedor, porque isso significa o final da batalha. Essa queda para uma pancadaria sem limites foi uma das maiores críticas lá fora e a nota do filme para os críticos especializados foi baixa pela falta de sutileza entre um arco e outro dentro da produção. É sempre bom deixar avisado, mas se você é um daqueles fãs de carteirinha dos blockbusters de heróis, duvido muito que vá realmente se importar.

No geral, O Homem de Aço é um filme imenso para se assistir com um saco de pipoca no colo. É tão grande que eu me pergunto como eles vão seguir em frente, como o próximo filme conseguirá superar o primeiro que parece suprir todas as necessidades dos fãs. Recheado de referências escondidas que vão desde as empresas Luthor, passando por homenagens para os filmes antigos chegando até a finada série Smallville, o longa traz uma nova roupagem para uma história já conhecida, sem se esquecer das coisas que funcionaram no passado.

O filme tem falhas e quanto mais se pensa a respeito do roteiro mais elas aparecem. No entanto, é uma brisa de ar fresco ver os rumos que a Warner Bros. em parceria com a DC começam a tomar, após o fracassado Lanterna Verde. Se continuar nesse ritmo, parece que finalmente a Marvel terá algo com o que se preocupar no futuro.

Fonte : http://www.playtv.com.br/cinema/artigo/ ... mem-de-aco

[color=#FF0000]Creditos: The_Paulos Forum TopicoBR
 
n curti esse filme oAKOSKSOSA ate dormi assistindo AOKSO