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Sonho lusitano morreu nos penáltis

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Cristiano Ronaldo teve a final nos pés aos 90 minutos, mas errou o alvo, tal como João Moutinho e Bruno Alves no desempate por penáltis. Os ferros quiseram que fosse a Espanha à final.

Uma bola nos ferros tem dois destinos possíveis: entra ou sai. O penálti de Bruno Alves foi devolvido pela trave; o de Fàbregas tabelou no poste para o fundo das redes. E foi assim que a Espanha se apurou para a final do Euro 2012, eliminando Portugal em Donetsk, após um empate a zero no tempo regulamentar.
Ninguém foi obviamente superior ao adversário, ninguém deixou de lutar o necessário para merecer um lugar na final. Portugal e Espanha, com estilos diferentes, equilibraram-se. Faltaram golos a um emocionante espectáculo, mas houve poucas ocasiões para isso. A Espanha apostava no 'tiki-taka', mas não conseguia romper a defesa portuguesa. Portugal contra-atacava, mas o espaço para Nani e Ronaldo era curto.
Pepe, João Moutinho e Miguel Veloso cumpriram exibições "gigantes", que por si só mereceriam ir a Kiev. Portugal esteve perto, mas desta vez o capitão Ronaldo não conseguiu guiar Portugal à vitória. Aos 90 minutos, Cristiano Ronaldo teve a vitória nos pés: tentou rematar com o esquerdo e atirou para a bancada. Seguiu-se um angustiante prolongamento, onde Portugal nunca mais conseguir contrariar o domínio espanhol.
Rui Patrício fez o que lhe competia: com duas grandes defesas, evitou que a Espanha sentenciasse a eliminatória no prolongamento. O guarda-redes português conseguiu levar o jogo até aos penáltis e deu esperança à Nação quando travou o primeiro remate, de Xabi Alonso. Portugal tinha nos pés de João Moutinho a hipótese de passar para a frente, mas Casillas defendeu. Nada de bom se avizinhava.
Iniesta marcou, mas Pepe aguentou a pressão e empatou a partida. Piqué voltou a colocar pressão sob Portugal e Nani resolveu retirar a que existia sobre Bruno Alves, quando foi à grande área adversária dizer que seria ele a marcar, retirando a bola ao central. Nani marcou e, por ironia do destino, Bruno Alves acabou por atirar à trave, já depois de Sergio Ramos ter feito uma "panenka". A final estava nos pés de Fàbregas, mas a bola precisou de beijar o poste antes de trair o esforço de Rui Patrício. E de todos os portugueses.

Fonte: DN
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