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Serra diz no Twitter que Kadhafi foi 'mimado pela diplomacia lulista'

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O ex-governador de São Paulo e candidato derrotado na última eleição presidencial, José Serra (PSDB-SP), publicou nesta terça-feira (22) em seu perfil no microblog Twitter duas mensagens segundo as quais o líder líbio Muammar Khadafi é "amigo do PT e de Lula" e foi "mimado pela diplomacia lulista".

Tropas líbias atacaram manifestantes que protestam contra o governo, e fontes extra-oficiais estimam entre 300 e 400 o número de mortos em razão dos conflitos no país.

A assessoria do PT informou que o partido nunca teve relações formais com qualquer entidade na Líbia.

"Ghadaffi, da Líbia, foi terrorista internacional: derrubou vôo de passageiros da Panam sobre a Escócia. Amigo do PT e de Lula", afirmou Serra em um dos posts.

Em outro, o ex-governador afirmou que Khadafi promove "massacres" e que foi "mimado" pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. "Sempre mimado pela diplomacia lulista, o ditador Ghadaffi poderá cair, apesar e por causa dos massacres que está promovendo", disse Serra.

Relações com a Líbia
Segundo o site do Ministério das Relações Exteriores, as relações entre Brasil e Líbia ganharam "densidade" nos anos 1970, com visitas bilaterais e participação de empresas brasileiras em projetos na Líbia.

Em abril de 1992, após os atentados com suposto envolvimento líbio que levaram à queda de aeronaves da Pan Am na Escócia, o governo brasileiro colocou em vigor as sanções contra a Líbia adotadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). O regime de sanções foi suspenso em 1999 e revogado em 2003.

Em outubro de 2000, o general Mustapha Kharoubi, enviado por Khaddafi, visitou o Brasil e foi recebido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Em março de 2003, o filho de Khadafi, Al Saadi Muamar Kadhafi, visitou o Brasil e, em dezembro de 2003, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Líbia para participar da Cúpula da União Africana.

Protestos
O ditador Muammar Kadhafi "amaldiçoou" nesta terça-feira os responsáveis pelos protestos de rua contra o seu governo, que paralisam o país desde 15 de fevereiro, e criticou os países "árabes e estrangeiros" que estariam tentando desestabilizar a Líbia.

Em um tom raivoso, gesticulando e apontando o dedo para o alto, ele disse que ainda é o "chefe da revolução" no país, que governa desde 1º de setembro de 1969 após um golpe de estado, e disse que deixar a Líbia "não está entre as suas oposições" e que pretende morrer no país.

"Muammar Kadhafi é o líder da revolução, sinônimo de sacrifícios até o fim dos dias. Este é o meu país, de meus pais e antepassados", disse.

Fonte: Globo