•  
     

Serie Grandes Bandas - Numero 1 - Pink Floyd

Olá galera.

Ando vendo umas coisas onde a gurizada diz que Rock é só gritaria e não tem sentido.
Eu fico muito triste ao ver isso.

Por esse motivo, vou começar hoje uma série de postagens sobre bandas lendárias.
Vou fazer meus próprios textos, e peço que ninguém me roube esta idéia.

Bom, hoje eu vou contar pra vocês a história de uma das maiores bandas, e que ainda faz muito sucesso entre a galera.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Em 1966, Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason, formaram o Sigma-6. A banda começou a compor e a se desenvolver musicalmente com a entrada de Syd Barret. Syd ainda dá a idéia do nome Pink Floyd, que é uma junção dos nomes de dois bluesman: Pink Andrerson e Floyd Council. (Que ficou Fod# Demais)

Após a gravação de um single, a banda consegue assinar um contrato com a EMI. Em 1967, o Pink Flyd começa a gravar o primeiro álbum "Piper at Gates of Dawn" no lendário estúdio Abbey Road.

"Piper at the Gates of Down" chamou a atenção da mídia e foi um grande sucesso entre o público, sendo considerado por muitos, o precursor de um estilo de música que passou a ser conhecido como Rock Progressivo.

Um ano depois de lançarem o seu primeiro álbum, a banda teria que se conformar com uma terrível baixa: a falta de condições mentais de Syd que, por uso excessivo de LSD, não conseguia mais tocar nem cantar normalmente. (Mas o cara era um genio)

Roger Waters pensou em David Gilmour para substituir Syd, que prontamente entrou na banda e ajudou a compor o álbum seguinte: "Saucerful of Secrets". Para este disco, Barrett, que foi obrigado a deixar o conjunto, compôs uma verdadeira ode de despedida, "Jugband Blues".

Daí por diante, Waters e Gilmour passaram a dividir as composições da banda, e o que se viu, foi uma seqüência de bons discos e trilhas sonoras de dois filmes. A banda já havia se estabilizado na cena musical, mas foi apenas em 1973 que o Pink Floyd se consagrou mundialmente com o lançamento do álbum. "Dark Side of the Moon". Esse disco já vendeu até hoje 28 milhões de cópias em todo planeta, e atualmente, quase 20 anos depois, vende uma média de 1 milhão de cópias por ano.

Com tanto sucesso, a responsabilidade da banda aumentou e eles tiveram que se esforçar para produzir trabalhos que, pelo menos se aproximassem de "The Dark Side of the Moon".

Em 1975 gravaram e produziram "Wish You Were Here". O disco foi recebido com frieza pela crítica, e só ganhou a importância merecida anos depois. Em 1977, é lançado "Animals" que marca o início de um predomínio de Roger Waters sobre os outros músicos. O disco é baseado na obra de George Orwell "A Revolução dos Bichos" que retrata as contradições e injustiças da sociedade capitalista.

No disco "The Wall", gravado em 1979, Roger Waters exorcizou todos os seus demônios em faixas que remetem a sua infância e todas as paranóias que a sociedade incutiu em sua mente. A profundidade deste trabalho chamou a atenção do diretor Alan Parker, que produziu um filme homônimo em 1982, causando muita polêmica.

Como Waters monopolizou o grupo em torno de suas posições e delírios, Gilmour pulou fora e, o que se deu depois, foi uma parada de quatro anos sem nenhum disco.

Em 1983, é lançado o álbum "The Final Cut". Waters havia despedido Rick Wright e criado todo o conceito e as músicas, além de ter gravado os vocais. O álbum na realidade deveria ser um trabalho solo, mas a gravadora achou que seria mais lucrativo lança-lo sob a marca "Pink Floyd". Ao qual eu acho que foi irresponsável, tanto que muitas pessoas não contam este como um album dos Floyds.

As constantes brigas entre os componentes restantes, levaram Roger Waters em 1986 a anunciar o fim do Pink Floyd. Seguiu-se então uma longa batalha judicial entre os advogados de Roger Waters e David Gilmour pela posse do nome do grupo. Gilmour levou a melhor e Rick Wright foi trazido de volta e em 1987. E convenhamos que te ve muita ajuda da EMI, que vendo o fim do Pink Floyd teria uma grande perca dos lucros.

No mesmo ano, lançam o álbum "A Momentary Lapse Of Reason" que foi premiadíssimo e trouxe de volta os velhos fãs da banda. A receptividade fez com que os dinossauros voltassem para a estrada, se apresentando em shows que encantaram platéias do mundo todo e que abusavam da pirotecnia e da mais alta tecnologia, tanto no som, como no visual do palco.

Em 1994, a banda grava "The Divison Bell". Esse álbum também fez muito sucesso, pois trazia grandes canções no melhor estilo do Pink Floyd. No ano seguinte, é lançado o álbum duplo, ao vivo, "Pulse", que além de conter os maiores sucessos de toda a carreira da banda, trazia a idéia do conceito visual que o Pink Floyd utilizava em seus shows na embalagem do CD. Pulse foi marcado por um mega show de efeitos visuais, que encantam muitos, e deixa criticos de boca aberta, é claro para a tecnologia disponibilizada nesta época. Division Bell e o Show Pulse, foram o segundo DVD e Disco sem Roger Waters.

Em 2001, a coletânea dupla "Echoes" é lançada trazendo os maiores sucessos do grupo e dois anos depois, uma nova versão de "The Dark Side of The Moon" é editada em formato digital 5.1, comemorando 30 anos da data de lançamento original do clássico. No mesmo ano, os fãs do grupo ganharam uma versão do disco em DVD trazendo a história da criação do álbum de 1973, através de entrevistas com os quatro membros da banda. A compilação reúne ainda imagens raras de arquivo e algumas surpresas. Existe um documentário chamado de Live at Pompeii.

“Final Cut”, de 1982, foi relançado no mercado em 2004, trazendo além das 13 faixas originais, a inédita “When The Tigers Broke Free”. O disco teve produção de James Guthrie, Michael Kamen e de Roger Waters.

Com o anúncio de uma segunda edição do Festival Live Aid, em julho de 2005, o público poderá conferir uma volta triunfal do Pink Floyd aos palcos. A verdade é que o guitarrista David Gilmour, o baterista Nick Mason, o baixista Roger Waters e o tecladista Richard Wright devem se apresentar no evento, interpretando grandes clássicos da carreira.

Quando a banda pensou e concretizou a vontade de voltar a tocar com a formação original, aconteceu um banho de água fria, a morte do tecladista Rick Wright, que morreu em função de um cancer.

Wright foi um dos fundadores da banda psicodélica inglesa. Tinha muita participação nas composições de músicas do grupo até o completo domínio de Roger Waters, em meados da década de 70. Antes, chegou também a ser vocalista diversas canções da banda, entre elas “Astronomy Domine”, “Remember that Day” e "Breathe", juntamente com David Gilmour, do álbum Dark Side of the Moon.

Com a banda sob a influência de Waters, o tecladista foi demitido do grupo após as gravações do álbum The Wall, de 1979. Na época, o restante da banda afirmou que Wright precisava tratar seu vício em drogas, o que nunca ficou confirmado em nenhuma biografia oficial da banda.

Mesmo demitido, Wright tocou na turnê completa de The Wall, além de ter gravado todos os teclados de The Final Cut, sempre como músico contratado. Recluso, o tecladista mostrava interesse público em um retorno do Pink Floyd sempre que falava à imprensa.

Wright é o segundo integrante do Pink Floyd a morrer. Em 2006, o primeiro vocalista do grupo, Syd Barrett, faleceu em sua casa após ter passado mais da metade de sua vida recluso por problemas relacionados ao excesso de substâncias alucinógenas.