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Revezamento 4x100m crê em medalha em Londres para apagar Mundial

Hegemônica nos Jogos Pan-americanos, a equipe brasileira do revezamento 4x100m masculino ainda não esqueceu a eliminação na semifinal do Campeonato Mundial de Daegu
Hegemônica nos Jogos Pan-americanos, a equipe brasileira do revezamento 4x100m masculino ainda não esqueceu a eliminação na semifinal do Campeonato Mundial de Daegu. Para apagar a imagem da trombada de Nilson André em um atleta português na última passagem de bastão, os velocistas esperam voltar ao pódio olímpico em Londres-2012.

A última medalha do país na prova foi em Sydney-2000, quando a equipe formada por Vicente Lenílson, Edson Luciano, Claudinei Quirino e André Domingos subiu ao pódio na segunda colocação.

"O foco agora é Londres. Independente de quem estiver na prova, Jamaica, Estados Unidos, Grã-Bretanha, a gente tem condições de ganhar a medalha", disse Bruno Lins, que em Guadalajara fechou o revezamento brasileiro para garantir o tetracampeonato da prova e igualar o recorde pan-americano de 38s18.

O tempo obtido no México pelo time formado por Ailson Feitosa, Sandro Viana, Nilson André e Bruno Lins daria ao Brasil a medalha de prata na final do Mundial de Daegu. Na ocasião, a segunda posição ficou com a equipe da França, que completou a prova em 38s20. O ouro foi para a Jamaica, de Usain Bolt, que bateu o recorde mundial com 37s04.

"Na briga pelo segundo lugar está tudo muito embolado. Às vezes é um detalhe que define. Em Guadalajara, no fim o Apagão [Nilson André] errou a minha mão. Se acerta, a gente pode conseguir o recorde sul-americano. É acertar no dia, em Londres tem que ser perfeito", completou Bruno.

Para comparar o seu rendimento com as principais equipes do mundo, a brasileira deve disputar na próxima temporada o desafio Estados Unidos Contra o Mundo, festival de provas de revezamento na Universidade da Pensilvânia. O convite inédito para o Brasil participar já foi feito e o time nacional espera impressionar com o estádio lotado.

"Em vez de ficar esperando aqui, queremos sair e desafiar eles em suas casas. A Jamaica ganhou por dois anos seguidos, com Estados Unidos em segundo. É quase como uma consagração, uma imortalização, o Brasil não só participar dessa prova, como poder ser campeão", afirmou Sandro Viana, na equipe nacional do 4x100m desde 2005.

Caso a equipe brasileira aceite o convite, deve viajar com três semanas de antecedência para poder se adaptar e fazer em solo americano os treinos específicos de revezamento. A passagem do bastão continua sendo o principal trunfo do País, que ainda luta para que os atletas evoluam na parte física.

"No Pan, que é um nível abaixo de Mundial e Olimpíadas, a gente teve 40m de frente, é sinal que a gente está com uma reserva muito grande. A gente quer se medir, quer se testar", explicou Sandro. "A gente entende que está muito bem tecnicamente, precisa evoluir individualmente. Quanto mais cada um evoluir, melhor é a nossa prova de revezamento".
Anexos
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