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Polícia divulga retrato falado de suspeito de matar professora em SP

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A Polícia Civil divulgou na tarde desta terça-feira (1º) em Embu, na Grande São Paulo, o retrato falado do suspeito de assassinar com três tiros a professora Joyce Chaddad Domingues, de 36 anos. O crime ocorreu em frente à escola pública onde a vítima dava aulas de educação física, na manhã da segunda-feira (28). Com o retrato falado, a polícia espera obter informações, por meio de denúncia, sobre o paradeiro do assassino.

O retrato falado do assassino foi feito a partir do depoimento de duas testemunhas que afirmaram ter visto o criminoso atirar na professora. O agressor tem entre 25 e 30 anos, cabelos curtos pretos e cor parda.

O marido de Joyce, o funcionário público Evandro Ferreira, contou nesta terça que ela que não queria ir trabalhar na manhã de segunda, quando foi baleada, porque estava com medo de um aluno que a ameaçou de morte. "Estou depositando todas as fichas no esclarecimento desse crime. Conto com a colaboração das pessoas que souberem, que façam denúncias."

Quatro pessoas foram ouvidas, além do marido, nesta terça. O delegado Higino Brígio, titular da delegacia de Embu, disse que "o assassino matou a professora, guardou a arma na cintura e saiu andando".

A investigação trata a morte de Joyce como execução movida por vingança. Até agora não surgiram indícios de que ela reagiu a um assalto ou foi vítima de um latrocínio. Nada foi roubado dela e testemunhas que viram a ação contaram que o criminoso estava esperando a professora chegar, se aproximou dela, ficou a uma distância de dois metros, não disse nada e fez os disparos.

“O Evandro [marido da professora] me contou que ela [Joyce] falou que não queria ir trabalhar ontem [segunda-feira] pela manhã. Ela disse a ele que estava com medo de ir trabalhar. Estava com medo de um aluno, o qual ela repreendeu uma vez porque ele quebrou um cano de um chuveiro do vestiário da escola. Ele teria ficado chateado e prometido se vingar porque ela pediu para ele arrumar o que estragou. Os pais do estudante também foram chamados para uma reunião na escola”, disse o também funcionário público Maurício Rocha, amigo do viúvo.

Para o delegado, o agressor da professora a estava esperando no estacionamento da escola com o único intuito de mata-la. “Ele não queria roubar, nada. Ele queria acabar com a vida dela”, disse Higino, que colocou investigadores nas ruas para tentar encontrar câmeras de segurança de imóveis vizinhos à escola. A polícia quer saber se foi registrada alguma cena da fuga do criminoso.

Brígio afirmou ainda que aguarda que novas testemunhas possam ajudar a aperfeiçoar o retrato falado.

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Fonte: Globo