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Parques de diversão: quando a montanha-russa encontra a realidade virtual

Em prol da diversão, parques temáticos têm desfrutado cada vez mais de recursos tecnológicos. Conheça alguns dos brinquedos mais high-tech mais irados do mundo e conheça a tecnologia por trás deles.

Entre uma montanha-russa radical e um espetáculo tecnológico, qual é o mais divertido? Para os maiores parques temáticos do mundo, a resposta não poderia ser outra senão a união dos brinquedos tradicionais com muita, mas muita tecnologia por trás da fantasia.

Cadeiras que tremem e cinema 3D são coisas do passado. Os passeios mais irados atiram você dentro de uma experiência que, literalmente, tira seu fôlego. Conheça alguns dos brinquedos mais incríveis, acompanhe o nascimento de novos parques temáticos e conheça a tecnologia por trás de todos eles.

Por trás da fantasia

O mais importante em uma atração temática é levar o espectador para dentro da fantasia ao máximo. Para tal, são utilizados diversos recursos que estimulam os sentidos e provocam sensações nos passageiros e, entre esses, as tecnologias de ponta sempre foram um importante recurso dos parques temáticos.



Mas, ao contrário de outras formas de entretenimento, aqui a fantasia vem sempre em primeiro lugar. Assim como o truque de um ilusionista precisa passar despercebido pelos olhos dos espectadores, a tecnologia dos parques também deve estar camuflada para não quebrar a magia. Mas não pense que ela quase não existe.

Alto e bom som!

Um ótimo exemplo de como a tecnologia aumenta a diversão sem que ninguém a perceba é a atração “Rock ‘n Roller Coaster” da Disney-MGM Studios. À primeira vista, trata-se apenas da fusão das montanhas-russas com o bom e velho rock. Mas além da mecânica dos carrinhos e das caixas de som, onde poderia se esconder a tecnologia neste brinquedo?



A experiência só fica completa se a música está em perfeita sintonia com o passeio e, sabemos que a velocidade do carrinho varia de acordo com o peso dos passageiros. A atração dispõe de sensores nos trilhos e computadores nos carrinhos para editar as faixas em tempo real sem distorcer a música.

As noites de festa

No Brasil, música é sinônimo de festa. O Hopi Hari não deixou por menos e criou um evento que agita as noites do parque. “Hopi Night” é o nome de um evento que combina música eletrônica, festas temáticas e show de luzes, tudo dentro do parque. O resultado não poderia ser outro senão muita diversão!

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Totalmente no escuro!

E já que apagamos as luzes, que tal um passeio em uma montanha-russa iluminada apenas por estrelas e naves espaciais? Este é o conceito da “Space Mountain”, uma das atrações mais conceituadas da Disneylândia.



O vídeo acima é uma simulação computadorizada, pois segurar a adrenalina em uma mão e a câmera na outra dentro de um brinquedo radical, no escuro, não é nada fácil na vida real. A Space Mountain utiliza projeções de luz, em perfeita sincronia com o passeio, e conta com um sistema de som parecido como da Rock n Roller Coaster.

Queda livre?

Quem já teve a feliz (e aterrorizante) experiência de andar no “The Twilight Zone Tower of Terror” da Disney-MGM Studios, jura que passou por uma queda livre por diversos andares em um hotel assombrado. Mas na verdade, o brinquedo utiliza um sistema de motores elétricos com 2.150 HP para simular a queda e impulsionar o elevador para cima.



Dessa maneira a movimentação é cuidadosamente controlada por computadores para assustar, mas não levantar ninguém da cadeira. Claro que as animações macabras e a história horripilante colaboram para o desespero dos passageiros, de tal forma que ninguém pensa nisso no momento do susto!

Nada de trilhos

É claro que em meio a tantos potes de mel, historinhas que ganham vida e atrações coloridas, ninguém repara que o passeio “Poohs Hunny Hunt” da DisneySea Park de Tóquio, na verdade, não possui trilhos.



Cada carrinho se movimenta como um robô independente em um piso comum. As estações se comunicam através de sinais infravermelhos para controlar o fluxo da brincadeira. O percurso desengonçado é perfeito para dar a impressão de ter sido traçado pelo próprio Ursinho Pooh.

Praticamente um video game

Sentar em sua cadeira e aproveitar o passeio pode ser legal, mas interagir com o que você vê é muito mais divertido! A atração “Buzz Lightyears Space Ranger Spin” da Disney e a “Men in Black Alien Attack” da Universal Studios são provas disso. Cada assento é equipado com uma arma laser! De brincadeira, claro!

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A melhor parte é que elas realmente emitem disparos infravermelhos e somam pontos à medida em que atingem os inimigos. Enquanto os pais se encantam com o passeio, as crianças embarcam em uma disputa emocionante pela melhor pontaria.

Realidade virtual

A essa altura, parece bastante claro que o intuito principal das atrações temáticas é fazer com que o espectador entre de cabeça na fantasia. Pois bem, o parque DisneyQuest na Flórida foi o primeiro a introduzir a realidade virtual aos brinquedos, como o “Aladdins Magic Carpet Ride”.

Nele, o espectador senta em algo parecido com uma motocicleta e veste um capacete que projeta imagens virtuais. O mais interessante é que, através do movimento no guidão, é possível controlar o mundo à sua volta!

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Sua aparência pode ser um pouco brega, mas o brinquedo serviu de inspiração para muitos outros. O parque DisneyQuest é cheio de atrações interativas, algumas com suporte a várias pessoas ao mesmo tempo.

Quarta dimensão

Nenhuma lei da física define a quarta dimensão como a movimentação de cadeiras, mesmo assim, trata-se de um recurso interessante. Ao invés de interagirem com o filme, os espectadores de "Amazing Adventures of Spider-Man" (Universal Studios) são lançados na teia da aventura.

A atração lançada em 1999 foi a primeira a combinar animações gráficas, óculos 3D e acentos que se movem de acordo com a ação do filme. Claro que por trás há uma central computadorizada responsável pela sincronia de tudo.



Já a atração “Arthur, laventure 4D” do Futuroscope convida você a se tornar um minimoy como no longa metragem Arthur. A carona nas costas de um inseto gigante não seria tão emocionante sem o trabalho minucioso de uma grande equipe de programadores e 3D designers.

Utensílios modernos

Nem tudo é diversão no mundo dos grandes parques temáticos. Além de perder um bocado de tempo nas filas das principais atrações e eventos, muitos pais sofrem ao perder seus filhos de vista no meio da multidão.

Wannado City acabou com o problema do sumiço das crianças, distribuindo pulseiras aos visitantes. Dotada de um microchip, elas emitem radiofrequências únicas que permitem a rápida localização de qualquer indivíduo em toda a extensão do parque. A pulseira já vinha sendo utilizada em animais e atualmente é testada em hospitais e prisões.

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Já as longas esperas estão com os dias contados graças a um aparelho conhecido como Lo-Q. Trata-se de um pequeno instrumento wireless que se comunica com a central do parque. Para reservar seu lugar na fila, basta enviar uma mensagem de texto e, quando sua vez estiver chegando, você é notificado.

O parque Six Flags já utiliza o sistema com sucesso. Quem quiser desfrutar desse conforto, deve pagar uma taxa adicional. Nada mal, se levarmos em conta que o dia será melhor aproveitado. Por não exigir nada mais complexo que um smartphone, não é de se espantar caso sejam lançados aplicativos para iPhones com a mesma função.

A Disney de gente grande


Nem só de fantasia e contos de fadas vivem os parques temáticos. Ama das empresas automobilísticas mais conceituadas decidiu entrar no ramo com um projeto nada modesto. O Ferrari Theme Park Abu Dhabi encontra-se em fase final de construção e coleciona títulos de “o parque mais...”.

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Ocupando 200 mil metros quadrados da ilha artificial de Yas nos Emirados Árabes, o parque da Ferrari será o maior indoor do mundo. Também ocupa o topo quando o assunto é tecnologia, pois já é considerado o parque mais high-tech de todo o globo. Com seu custo de produção estimado em 300 milhões de euros, não se é de espantar que seja também o mais caro.

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Entre as 24 atrações, destaca-se a montanha-russa mais veloz já criada. A inspiração vinda dos carros de Fórmula1 é nítida em desenho e velocidade, podendo chegar a 240 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 2 segundos. Vale lembrar que o design do próprio parque se baseia nas curvas do modelo Ferrari GT.



Outros passeios incluem a primeira montanha-russa em que carrinhos competem lado a lado, diversos simuladores de realidade virtual, torres de força G, escola de pilotos e de direção e, é claro, um circuito real de Fórmula1. Segundo o cronograma oficial do parque, suas portas devem estar abertas a partir do dia 28 de outubro deste ano. Não se espante se, depois disso, a Disney perder a graça.

fonte:baixaki
FelipeGiffoni