•  
     

Os sete mundos maravilhosos dos games

1° GTA IV

Fascinante e vivo, o universo de “GTA IV” passa sempre a sensação de estarmos em uma viagem real por uma cidade desconhecida. Como qualquer grande cidade do mundo, Liberty City conta com ampla infraestrutura de transporte, negócios, lazer, saúde e segurança. Ah! Esse último talvez seja o pior dos problemas de Niko Bellic, um dos muitos imigrantes da Europa Oriental residentes na cidade e que, como alguns deles, deixou-se levar pela oportunidade de dinheiro fácil na maior cidade do mundo de “GTA”.
Para quem opta por uma vida de gangster, Liberty City oferece prosperas condições de ganho: roubo de carros, mortes encomendadas, compra de propriedades ilícitas. Se não quiser, é possível ganhar a vida como taxista e ao término do expediente, relaxar em frente à TV, tomar algo no cibercafé ou navegar na Internet. Chamar a namorada ou os amigos para uma balada também é válido. Quando enjoar da rotina, compre um bom terno, uma arma e tenha doses cavalares de adrenalina.

2° Omikron

Omikron é uma populosa cidade que vive a prosperidade do auge tecnológico humano. Tudo está integrado por redes. Pagamentos são feitos por terminais, celulares servem até para chamar carros – que se movem apenas por campos magnéticos – e todo apartamento tem um simulador que captura os movimentos do corpo (qualquer semelhança com nossos tempos serve de alerta). A força policial é toda robotizada, conta com vigilância ininterrupta e poder total para enfrentar os desertores, inimigos da lei e da ordem.
Pertencente ao planeta Phaenon, a metrópole omikroniana é dividida em quatro zonas: Anekbah, Qualisar, Jaunpur e Lahoreh, cada uma com características e arquiteturas muito singulares. Tudo é controlado por um governo ditador e opressivo, que jamais hesita em usar a poderosa força robótica. Mas entre os omikronianos emerge uma resistência que luta para derrubar a tirania. No controle de uma alma nômade (sim, que migra entre vários corpos), será feita uma viagem por esse planeta exótico. Para embalar a jornada ainda é possível curtir uma trilha sonora genial do David Bowie.

3° Unreal

O planeta Na Pali, do game “Unreal”, é quase uma grande aldeia primitiva. A população local, conhecida como Nali, constitui toda sua sociedade em feudos primariamente extrativistas. Com uma economia constituída apenas pela agricultura de subsistência, o único bem de valor presente no planeta é um mineral chamado Tarydium. Esse recurso natural, disponível em abundância nas formações rochosas do local, chamou a atenção de uma raça violenta e super evoluída, os Skaarj, que invadiu Na Pali e subjugou os nativos devido o interesse nas altas propriedades energéticas do Tarydium.
O jogador entra em Na Pali por um terrível – e quase fatal – acidente. Prisioneiro da nave Vortex Rikers, o protagonista de nome desconhecido é o único sobrevivente após uma colisão da nave com uma fenda do planeta. Na verdade, a colisão foi provocada por tropas Skaarj, que não medem esforços com objetivo de eliminar qualquer sobrevivente do acidente. A fascinante cultura Nali, a rápida ascensão Skaarj e os demais pormenores da história de “Unreal” são tão ricas que se tornaram até livros: “Hard Bater” e “Prophet's Power”, que infelizmente ainda não possuem tradução para o português.

4° Okami

“Okami” é um game que vai à contra-mão de quase tudo o que pode ser encontrado no mercado de games. Fazendo parte do seleto grupo de bons adventures, o título se baseia em ação e muita exploração. Completamente inspirado no folclórico Japão feudal, no seu caminho cruzaram figuras que vão desde lobos brancos – sendo você um deles – até os velhos beberrões que cuidam dos pagodes, aquelas casas e templos típicos da arquitetura do Extremo Oriente. “Okami” é tão detalhado que certamente valerá por várias aulas da história japonesa.
Toda a direção de arte e ambientação deste universo a ser contemplado é claramente calcada nos emakimonos, que são aquelas pinturas nipônicas de rolo. “Okami”, que significa “Grande Deus” ou “Lobo” dependendo da grafia, narra a saga de diversos seres da mitologia Xintoísta (nome dado à típica espiritualidade japonesa). A jornada se passa por paisagens bucólicas e jardins ornamentais, com vilarejos nipônicos e deixa qualquer jogador com aquele desejo de viajar às ilhas Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku nas próximas férias.

5° Super Mario Galaxy

Tão incrível quanto ouvir um conto de Monteiro Lobato ou Jean de La Fontaine, viajar pela galáxia de “Super Mario Galaxy” é uma experiência colorida e impactante. A genialidade de Shigeru Miyamoto está em cada árvore, em cada pasto e em cada castelo a ser explorado. É praticamente impossível detalhar o que se encontra em cada uma das 42 galáxias (e incontáveis planetas) presentes no game. As localidades têm características próprias e são um passeio por toda franquia “Mario Bros”. E o melhor é que tudo pode ser explorado por Mario e Luigi.
Cada planeta possui visual, paleta de cores e situações diferentes que passam por paisagens hi-tech, erupções vulcânicas e, obviamente, os clássicos vilarejos, fazendas e bosques que povoam o imaginário nintendista. O eterno arquirrival de Mario, o Rei Bowser (Koopa, para os mais íntimos), ainda se esconde em fortalezas de pedras, só que desta vez, para chegar até ele, o jogador gasta muito mais horas e aproveita uma jornada muito mais impressionante.

6° Shadow of the Colossus

Apesar de pouco sabermos sobre Forbbiden Land, ao jogar “Shadow of the Colossus” temos uma única certeza: é um destino que gostaríamos de visitar um dia. Essa terra de vastas planícies, grandes tundras, cavernas, grutas e rios é aparentemente inabitada. Fantasiosa e belíssima, a vontade é de percorrer todo o extenso mapa na companhia do cavalo Agro, parando para curtir cada detalhe deste milagre virtual.
É claro que cavalgar a esmo por Forbbiden Land se prova extremamente perigoso, mais ou mais tarde. Como o próprio nome deste mundo alerta, a terra é desconhecida e guerreiros grandiosos aguardam o cavaleiro protagonista para travar batalhas épicas e dignas de povoar páginas da epopéia “Odisséia”, de Homero. Derrotar inimigos colossais não exige força excessiva e nem armas, mas apenas lógica e muito raciocínio. Todos os fatos que reunidos tornam “Shadow of the Colossus” uma viagem inesquecível.

7° Red Dead Redemption

Apesar de nos últimos tempos a cultura pop ter esquecido um pouco do apaixonante universo do Velho Oeste, nos games o tema é cada vez mais recorrente. O auge foi atingido com “Red Dead Redemption”, um relato gamístico da vida de John Marston, um ex-fora da lei fictício. Seu mundo é o que existe nas fronteiras entre o Rio San Luis e o Mar do Coronado, que apesar de parecerem inacreditavelmente reais, são apenas fruto da imaginação do emblemático Dan Houser. Neste território coabitam colonos ingleses, nativos indígenas, colonos mexicanos, os recém-chegados imigrantes irlandeses, holandeses e escandinavos, entre outros.
Três condados constituem o mundo de “Redemption”: o faroeste clássico de New Austin, o vilarejo mexicano de Nuevo Paraiso e West Elizabeth, a região mais desenvolvida do jogo. Cada uma tem características específicas e baseiam suas economias na chamada “febre do ouro”, que atingiu o sudoeste dos EUA no começo do século XX. Como estamos em 1911, é possível ver a evolução e o abismo tecnológico existente entre as grandes cidades e os pequenos vilarejos, que só agora recebem seus primeiros automóveis e maquinário industrial. Além de uma viagem memorável, “Redemption” é uma aula de história e tanto!

Fontes: http://jogos.br.msn.com/plataformas/wii ... d=24830604