•  
     

Nintendo empolga com 3DS e jogos 'arrasa-quarteirão'

Se por um lado a Microsoft tentou expandir sua audiência com o Kinect e seus games casuais, a Nintendo veio para esta E3 para recuperar um terreno perdido ao dar satisfação para um público que sempre a apoiou, mas se sentia deixada de lado nos últimos anos. E a companhia não poderia ter iniciado sua conferência nesta E3 de melhor maneira.

Logo na abertura foi mostrado o novo "The Legend of Zelda" para Wii, que empolgou a plateia com sua nova direção artística, um meio termo entre o realismo quase sombrio de "Twilight Princess" e o cartum ensolarado de "Wind Waker".

O criador da série, Shigeru Miyamoto, teve direito a uma entrada triunfal: do telão, ele se "materializou" no palco do Nokia Theater, para mostrar detalhes do controle de "Skyward Sword", que usa o Wii MotionPlus, periférico que melhora a precisão e o tempo de resposta do Wii Remote.

Miyamoto mostrou - ou tentou, já que o controle não estava respondendo corretamente - que o jeito de atacar com a espada é essencial para dar cabo dos inimigos, já que ofensivas aleatórias apenas param nas defesas. Tudo é comandado com gestos: o Wii Remote controla espada e os itens e o Nunchuk, o escudo. A má notícia veio no final: tudo isso foi adiado para 2011.

Imagem
Os jogadores "hardcore" ou saudosistas ainda viram a Nintendo revisitar alguns de seus maiores clássicos, como "007: GoldenEye" e a série "Donkey Kong Country" - ambos terão uma versão para Wii.

"Epic Mickey", da Disney, também é um título promissor, e um novo game de "Kirby" está no forno.

A audiência casual teve menos novidades, mas, diz Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo para os EUA, "Wii Party" tem potencial para virar um novo "Mario Kart" ou "New Mario Bros.", sucessos que juntos já venderam 38 milhões de cópias.

ImagemImagem

Liderança portátil

Porém, a maior novidade da Nintendo veio no final, quando o 3DS foi mostrado ao vivo e em cores. Já não era mais um conceito, mas a coisa funcionando: imagens em 3D "real", com sensação de profundidade, sem precisar usar óculos especiais - algo que Reggie reiterou e até ironizou (por certo, sabia que a conferência da Sony, realizada algumas horas depois, teria demonstrações de games em 3D, em que todos os participantes precisaram usar visores para sentir o efeito de profundidade).

A cena foi impressionante: ao término da conferência, um "exército" de booth babes, cada uma com um 3DS para os presentes testarem, surgiu das coxias e tomou os corredores do teatro.

Imagem

Créditos

Editado por: BThunder
Fonte: Uol Jogos