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Nenhuma operadora celular apresentou planos ''concretos'' de melhoria, afirma Anatel

Para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), nenhuma operadora atingida pela suspensão de venda de novas linhas celulares apresentou até o momento um plano de melhoria de qualidade de rede. A afirmação foi feita pelo superintendente de serviços privados da Anatel, Bruno Ramos, nesta sexta-feira (20) em coletiva de imprensa.

Ramos diz que espera que a apresentação de planos concretos ocorra a partir da próxima semana, quando as áreas de engenharia das telefônicas se reunirão com a Anatel. Esses planos precisam conter indicadores e metas quanto à melhoria na prestação dos serviços -- funcionamento da rede, qualidade das transmissões e redução das reclamações dos clientes. Não há prazo, frisou o superintendente, para que a Anatel suspenda a medida cautelar de proibição das vendas de chips.

Para atestar a qualidade das mudanças propostas, a Anatel vai fiscalizar mensalmente a efetividade dos serviços. “Vamos colocar pontos de controle e verificar se está sendo cumprido e a partir desse momento passamos para outro estágio de exigência.”

A agência governamental espera assim que as melhorias na qualidade da rede de telefonia móvel no Brasil ocorram em seis meses.

As operadoras Claro, TIM e Oi sofreram sanções da agência e ficarão proibidas de comercializar novos chips a partir da 0h de segunda-feira (23). A operadora TIM afirmou que entrará com mandado de segurança na Justiça Federal nesta sexta-feira contra a decisão da Anatel de bloquear a venda de seus chips em 18 Estados e no Distrito Federal, mas a agência diz que ainda não foi notificada. Claro e Oi afirmaram que não vão recorrer da decisão da agência.

Representantes da operadora de telefonia celular Oi se reuniram com a Superintendência de Serviços Privados da Anatel nesta manhã de sexta-feira. Além disso, estão programadas na segunda-feira reuniões com a TIM e com a Claro, que também foram alvo da suspensão. Além das três operadoras, a Anatel promete reunir-se com outras empresas que estão cumprindo medidas cautelares, no caso a Vivo, CTBC (que opera no norte de São Paulo e em Minas Gerais) e a Sercomtel (que opera no Paraná)

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