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Messi marca no fim, Argentina bate Brasil e impõe 1ª derrota de Mano

Tudo caminhava para o 0 a 0. Mas quando Messi está em campo, todo cuidado é pouco. E por falta desse cuidado, o Brasil sofreu sua primeira derrota com Mano Menezes, justamente para o maior rival. A vitória por 1 a 0, obtida com gol aos 46min do camisa 10, surpreendeu o time verde e amarelo no Khalifa International Stadium.

Depois de começar com três vitórias contra adversários, no máximo, medianos, o Brasil sucumbiu no seu primeiro grande teste com Mano. Os triunfos sobre Estados Unidos, Irã e Ucrânia mostraram uma seleção segura, assim como o Brasil durante quase todo o amistoso desta quarta-feira.

Um descuido no final, contudo, frustrou os planos de Mano e ofuscou o retorno de Ronaldinho à seleção depois de 19 meses afastado. Messi arrancou, invadiu a área e bateu no canto direito de Victor. Além de tudo, foi o primeiro gol sofrido pela seleção de Mano.

Messi, por sua vez, acaba com séries negativas diante dos pentacampeões. O meia do Barcelona nunca havia vencido o Brasil pela seleção principal. Eram três derrotas e um empate. Mais que isso, nunca havia marcado um gol no Brasil, mesmo quando a Argentina venceu o clássico nas Olimpíadas de 2008. Toda essa escrita acabou.

Mano, agora, tem que lidar com seu primeiro revés no cargo. Provavelmente pensará na Argentina até fevereiro de 2011, quando o Brasil enfrenta a França em Paris, no primeiro amistoso da próxima temporada.

No duelo particular entre Messi e Ronaldinho, o triunfo foi do argentino, graças ao gol no final. O camisa 10 brasileiro foi substituído no segundo tempo. Viu do banco o ex-companheiro de Barcelona brilhar mais. E saiu cabisbaixo, como toda a seleção pentacampeã.

A grande expectativa do jogo esteve desde o começo sobre Ronaldinho e Messi. Do aquecimento ao apito final, cada imagem da dupla ou um simples domínio de bola mexiam com o ânimo dos torcedores. No primeiro tempo, o brasileiro foi mais participativo. A grande chance, porém, foi do argentino.

Ronaldinho se movimentou e ajudou até na marcação. Errou algumas assistências, mas acertou dois passes mais longos nas pontas, além de algumas jogadas rápidas na entrada da área. Messi buscou o jogo e deu algumas de suas arrancadas características. Na melhor delas, concluiu a jogada mandando a bola rente ao ângulo.

No aspecto coletivo, os dois times tiveram iniciativa. Mas nenhum quis se expor muito. Os avanços ao ataque foram sob pouco risco. O Brasil dependeu do entrosamento antigo de Robinho e Neymar, embora na prática ele não tenha sido observado. Os rivais apostaram em cruzamentos para Higuaín, que teve uma boa oportunidade parada por Victor.

Mano insistiu para o Brasil ter calma e conter a afobação. O treinador pede para que suas equipes busquem o controle do jogo e só acelerem no momento certo. A Argentina teve um toque de cautela maior e mostrou menos velocidade nos avanços, com exceção às arrancadas de Messi.

Depois do intervalo, Brasil e Argentina diminuíram ainda mais os riscos e, por consequência, o ritmo. Sergio Batista, treinador dos hermanos, também tinha motivo para isso, já que esse foi seu primeiro jogo depois de ser efetivado no cargo.

A seleção de Mano apostou nas bolas paradas de Daniel Alves, mas não teve sucesso. Robinho foi apagado e não comandou o ataque, como se esperava. A Argentina não foi muito diferente. A diferença quem fez foi Messi, o nome da noite e do primeiro carrasco de Mano.

uol
 
gol nao golaço