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Mesmo sem a Delta, obra do Maracanã sai, afirma Cabral

Empreiteira envolvida em escândalo já formalizou desligamento do consórcio

Rio - O governador do Rio, Sérgio Cabral, assegurou ontem que, mesmo com a saída da construtora Delta do consórcio responsável pela megarreforma no Maracanã, as obras no estádio não vão atrasar. Ele afirmou que o estádio será reaberto na Copa das Confederações, em 2013, como estava previsto.

“Eu tenho certeza absoluta de que tanto por parte do governo federal quanto do governo estadual e prefeitura, onde houver obras em andamento dessa empresa, a população não será prejudicada”, disse o governador.

De acordo com Cabral, a Delta formalizou a saída do consórcio na última sexta-feira. Mesmo assim, ele disse que não vê motivos para descumprimento do prazo. “As duas empresas que participam do consórcio (Andrade Gutierrez e Odebrecht) são grandes. Portanto, concluiremos a obra no prazo combinado. Posso garantir à população que teremos a Copa das Confederações com o Maracanã aberto sediando os jogos, inclusive a final, que espero que o Brasil jogue”, afirmou.

SEM FALAR DA CPI

Na inauguração da Biblioteca-Parque da Rocinha, uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento na comunidade, Cabral ouviu discursos de elogios à sua gestão, como o da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e da secretária de Cultura, Ana Maria Rattes.

Semana passada, a CPI do Cachoeira rejeitou a proposta de convocação do governador, que teve fotos divulgadas junto do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta. O governador não quis falar sobre a liberação.

Pedido de ação de recuperação

A construtora Delta anunciou ontem que entrou com pedido de recuperação judicial. A empresa emitiu uma nota em que fala que está sendo vítima de “bullying empresarial”.
“Tomamos esta medida como parte de nossos esforços para garantir sucesso na execução e entrega das obras em andamento e garantir a sustentabilidade da empresa em longo prazo”, diz o comunicado.

De acordo com o texto, as dívidas com fornecedores, bancos, trabalhadores e com o governo são inferiores ao ativos patrimoniais e a receber. “O envolvimento de alguns de seus executivos em supostos atos ilícitos, investigados judicialmente, têm levado a empresa a sofrer espécie de bullying empresarial”, afirma a nota.

Dadá já pode sair da cadeia, segundo TRF


O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região ordenou a soltura do ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, suspeito de ser o autor dos grampos telefônicos do grupo chefiado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. Dadá foi preso no dia 29 de fevereiro durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Segundo o advogado de Dadá, Leonardo Gagno, o argumento para pedido de liberdade foi a falta de necessidade da prisão.