•  
     

Início da carreira de Hulk teve dispensa na base do São Paulo e apelido de 'Fulk' no Japão

Imagem
Hulk marcou três gols nos quatro amistosos antes da convocação e convenceu Mano a levá-lo

Givanildo Vieira de Souza é, ao lado de Neymar, uma das apostas do futebol brasileiro na busca pela inédita medalha de ouro olímpica. O nome é desconhecido dos torcedores, mas o apelido Hulk ganhou destaque nas últimas temporadas, pelas atuações do atacante no Porto e as oportunidades que recebeu na seleção brasileira.

O paraibano de Campina Grande deixou o Brasil jovem, aos 18 anos, quando trocou o Vitória pelo futebol japonês. Lá virou artilheiro e chamou a atenção do Porto, onde se tornou um atleta valioso no mercado da bola europeu.

No início de carreira, Hulk passou pela base do São Paulo, num centro de treinamento que foi uma espécie de embrião para a construção da sede em Cotia.

“Eu joguei no São Paulo uns seis meses, quando eu tinha 16 anos. Foi em Barueri, no clube que é do Zé Roberto, o treinador de vôlei. Não deu muito certo, aí recebi uma proposta do Vitória e assinei contrato”, contou ao UOL Esporte o atleta que completa 27 anos nesta quarta-feira, véspera da estreia da seleção nos Jogos Olímpicos de Londres, contra o Egito.

No começo do século, o São Paulo alugou o Sportville, de propriedade do técnico de vôlei José Roberto Guimarães, em Barueri, município próximo à capital paulista, para alojar a sua categoria de base. De lá surgiram revelações como Kaká e Julio Baptista, enquanto outros não caíram no gosto de dirigentes, caso de Hulk.

No time baiano, o atleta se profissionalizou e chamou a atenção do Kawasaki Frontale, da segunda divisão japonesa. Por lá virou “Fulk”, pela dificuldade dos orientais de pronunciarem seu apelido de infância, criado por seus pais por ele gostar de imitar o super-herói.

“Eles me chamavam de Fulk, com F, porque não conseguiam falar Hulk. No começo achava estranho, mas depois acostumei”, revelou.

“O primeiro ano foi de adaptação para mim. No segundo ano, fui vice-artilheiro da segunda divisão com 25 gols. Fiquei atrás do Borges, que fez 26. No ano seguinte, marquei 38 gols, um recorde, e ajudei o Tokyo Verdy a subir.”

Na seleção, o atacante teve a sua primeira oportunidade sob o comando de Dunga, em 2009. Atinge agora o seu auge, ao ser um dos três atletas acima de 23 anos convocado por Mano Menezes para a Olimpíada de Londres.

“Estou muito feliz e motivado em ter aproveitado essas oportunidades dadas pelo Mano nos últimos jogos e por poder fazer parte desse grupo, entre os três jogadores acima da idade. É bastante difícil, principalmente em se tratando de seleção brasileira, que tem muitos jogadores novos ali na frente, e eu já tenho a idade estourada para a Olimpíada”, comentou, sobre a opção de Mano Menezes de convocá-lo entre os mais velhos.

Os gols pelo Porto, junto da conquista do tricampeonato português e do título da Liga Europa, chamaram a atenção do Chelsea. O atacante, porém, não quer falar sobre o seu futuro e diz estar focado na seleção brasileira no momento.

fonte:uol