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Greve geral é convocada por opositores de Gbagbo na Costa do Marfim

Cerca de 10 mil soldados da ONU atuam na Costa do Marfim

Partidos políticos leais ao candidato presidencial Alassane Ouattara, reconhecido internacionalmente como o vencedor do pleito de novembro na Costa do Marfim, convocaram uma greve civil a partir desta segunda-feira para pressionar o presidente Laurent Gbagbo a deixar o poder.

"Confirmo que convocamos uma greve geral pelo país a partir de amanhã", disse o porta-voz de Ouattara, Patrick Achi, neste domingo.

Um comunicado emitido pelo partido de Ouattara confirmou a medida.

"Não devemos permitir que eles roubem nossa vitória", disse o comunicado.

O correspondente da BBC em Abidija Jophn James disse que a maioria dos funcionários públicos já vem faltando ao trabalho por causa da confusão que está imersa o país desde o início da crise política.

Avião

Neste domingo, um porta-voz de Gbagbo disse que qualquer intervenção militar no país poderia deflagrar uma guerra civil

Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, Gbagbo disse que uma intervenção militar abriria um perigoso precedente.

"Seria a primeira vez que países africanos começariam uma guerra porque uma eleição deu errado", disse ele, afirmando ser vítima de uma conspiração internacional, liderada por França e EUA.

Neste domingo, a chancelaria suíça disse que um avião pertencente a Gbagbo foi impedido de deixar o aeroporto de Basel-Mulhouse, que é administrado por Suíça e França.

O ministério das Relações Exteriores francês disse que a medida foi tomada atendo a pedido das "autoridades legítimas" da Costa do Marfim. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: Estadao