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Entrevista g3x "Mais Você" e proibição Counter-Strike, alguma relação?

salve salve galera...

Bom galera, estava lendo o tópico do xicauM² ali no Boteco (clique aqui para acessar ao tópico) e acabei notando um assunto que se desenvolveu, legal para a contraparte em relação a proibição de alguns jogos pelo Meritíssimo Juiz de Direito Carlos Alberto Simões de Tomaz, principalmente em relação ao Counter-Strike.

Na entrevista, há a presença do Alexandre Bóxi, ou Gaulês, do clan g3x, o professor e doutor de cultura dos games Roger Tavares, a Ana Maria Braga e o louro (huaHUauhaUHAuh... ).

Obs.: O tópico ficou muito grande e nem todo mundo vai querer ler tudo, lógico que ler tudo fica mais completo o assunto, mas para os desanimados, eu coloquei uma parte em vermelho ali falando Parte Importante, comecem a ler a partir dali que é a parte mais relacionada a proibição.

No momento 13:27 min do vídeo disponibilizado no site do próprio programa (clique aqui para acessar a página), a apresentadora pergunta: "O senho acha que o mundo muda como mudou com o adimento do computador, do celular?"

Ai então vem a parte interessante, na resposta do professor: "O jogo é uma coisa bastante inerente do ser-humano, a gente, desde criança, esta sempre jogando. O videogame hoje é uma atualização desse jogo, então ele tem quarenta anos aproximadamente, e ele tem que responder as necessidades que a gente tem no nosso dia a dia. Brincadeira de polícia e bandido, antigamente era melhor ter em uma rua, e hoje já é difícil a brincadeira na rua, e o jogo está acomodando essas brincadeiras."

Nessa parte, podemos notar que de acordo com as pesquisas deste professor, o jogo não é uma forma adicional de violência que poderá "danificar" a formação da criança e do adolescente, mas sim uma forma de, com as mudanças ocorridas no dia a dia, onde os próprios pais já estão recolhendo seus filhos dentro de casa para que não fiquem propícios a ação de criminosos na rua, trazer a brincadeira que é comum a qualquer um para um local mais seguro, onde os pais não precisam se preocupar.

Parte importante

Seguindo a entrevista, o professor diz que há um estudo social, pesquisando "como que o jogo modifica as pessoas, dá uma certa ética, uma responsabilidade..." até o ponto que a Ana Maria Braga o interrompe e solta a pergunta, que na minha opinião, foi a mais interessante na entrevista e exatamente a que eu queria tratar: "E em relação a violência dos jogos, esta coisa de matar o bandido e correr atrás, o que que é a sua indicação, que é a grande preocupação dos pais?"

"Têm várias indicações, o primeiro livro sobre jogos, em 1938, que a gente ficou bastante afastado dos jogos, ele já se refere a violência, e ele fala que várias civilizações foram fundadas através dessa violência, que é a violência do jogo, que é uma violência diferente, que é uma VIOLÊNCIA COMPETITIVA (realço aqui esta parte já que é exatamente aí o ponto que o Juiz ataca, a violência dos jogos), depois isso vem sendo atualizado, hoje a gente tem o jogo como discussão da violência. Eu vejo o jogo violento como uma espécie de canalização, eu acho que muitas vezes a pessoa já tem um problema e que isso se mostra através do jogo, às vezes não é o jogo que gera a violência, ele está mostrando que aquela pessoa tem alguma coisa que está gerando um comportamento violento, ai é legal os pais, os professores ficarem de olho nisso porque a culpa não é do jogo, mas aquela pessoa está se mostrando através do jogo.", disse o professor.

Então a apresentadora solta: "O senhor acha que não gera mais violência?", e o professor tenta responder: "É possível que gere, você tem vários tipos de jogos não dá pra colocar todos em uma...", e então ela reformula: "Estou falando desses de guerra de morte de armas..." (hunnn, atenção aqui, a própria Ana Maria Braga já ajuda no nosso tópico, centralizando não só o Counter-Strike, mas vários outros servidores que possuímos aqui no Arena, como Battlefield, entre outros...), e o professor responde algo absolutamente interessante e que com certeza os juízes não pensaram e mesmo que se tivessem pensado, não tentariam proibir: "O jogo gera violência na mesma proporção que todas as outras mídias podem gerar violência como o rádio, televisão, cinema e tudo isso... O jogador ainda tem a possíbilidade de interagir nessa mídia".

A apresentadora desvia um pouco o assunto, mesmo porque o prazo da entrevista já está pequeno, e pergunta ao Gaulês: "O que você gostaria quando você era criança que seus pais tivessem feito?"

"Eu acho que é como ele falou, muita gente está de fora e olha um jogo de violência, olha um jogo como é o Counter-Strike e acaba assistindo e fala "Olha q jogo violento e tudo mais..." (exatamente como o Meritíssimo Juiz de Direito Carlos Alberto Simões de Tomaz fez) mas as pessoas que jogam ele, que estão treinando ou que só jogam por brincadeira acabam não levando aquilo a sério, estão jogando como uma competição mesmo, não estão importanto se é violento ou não, estão competindo com outra pessoa, seu objetivo é ser melhor que o outro ou ser melhor q o computador, seja no futebol, na moto, no carro...", diz Gaulês, que ainda complementa: "Desde a competição contra o próprio jogo ou conta uma pessoa, seu objetivo não é estar ali porque é violento ou não é violento, é ganhar, e esse que é o legal."


Então um assunto que já foi discutido a muito tempo, como vocês podem ver, acaba resolvendo um assunto, quem sabe premeditado, por falta de informação ou por mesmo não participar da comunidade de jogos, que culminou na proibição de vários jogos, inclusive o Counter-Strike, que foi discutido por um professor e doutor de cultura dos games que certamente não foi consultado.

Link: http://forum.arenaig.ig.com.br/vbulleti ... hp?t=33266
 
ta loko ler isso tudo?