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Core diz não ter como provar se tiro na prefeitura do Rio foi intencional

Foram aprendidos cerca de 300 kg de maconha em ação na Zona Norte.
Além de prédio da prefeitura, helicóptero da TV Globo também foi atingido.


O coordenador da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), Marcus Maia, afirmou que não tem como a perícia provar que foram intencionais os tiros que acertaram a sede da prefeitura, no Centro do Rio, durante operação da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (24), em favelas do Rio Comprido e do Estácio, na Zona Norte.

“Não tem como afirmar. É complicado, difícil definir porque a principal prova é o que está dentro da cabeça da pessoa. No máximo a perícia vai te dar a trajetória da bala. Agora, o que passou na cabeça dele é complicado”, disse Maia.

Segundo ele, a operação terminada por volta das 12h30 deixou um morto, uma pessoa ferida com tiro de raspão na cabeça e um menor de idade detido, que estava com uma escopeta. O ferido já foi liberado e a polícia ainda não sabe informar se ele tinha envolvimento com o tráfico.

Já o delegado Ronaldo Oliveira, do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), informou que a operação deixou outros dois feridos.

Material apreendido

Foram aprendidos cerca de 300 quilos de maconha, um fuzil, uma granada, material para endolação de drogas e radiotransmissores. Para o coordenador da Core, os tiros que acertaram o prédio da prefeitura e o helicóptero da Globo, conhecido como Globocop, não significam erro de estratégia policial.

“Não tem como ter havido erro porque eu não domino a pessoa. Qualquer pessoa ali com uma arma na mão pode dar tiro em qualquer direção. Se a gente não for lá tirar essa arma e prender essa pessoa, a sociedade está correndo risco. Não vejo erro. A gente tem que ir lá", afirmou ele.

Na chegada dos policiais ao local houve intensa troca de tiros.

Tiros na prefeitura

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o prefeito Eduardo Paes estava no prédio no momento em que o edifício foi atingido. Ninguém ficou ferido. Em nota, a prefeitura informou ainda que os disparos atingiram cinco janelas de três andares.

De acordo com o delegado Ronaldo Oliveira, o objetivo da ação foi combater o tráfico de drogas e fazer um levantamento de dados para outras operações e investigações em curso.

Os policiais percorreram as favelas do Zinco, no Morro de São Carlos, no Morro da Mineira, Querosene e em outras comunidades da região. Segundo Marcus Maia, da Core, mais de 100 homens participaram da operação, que contou com o apoio de cerca de seis delegacias diferentes.

Helicóptero atingido

O helicóptero conhecido como Globocop foi atingido por três tiros, enquanto se preparava para fazer imagens de uma operação policial no Morro da Mineira.

Um dos projéteis atingiu o assoalho, o segundo, a região central e o terceiro, a cauda da aeronave, modelo Eurocopter AS350 B2.

O projétil que atingiu o assoalho rompeu um cabo do sistema de controle do rotor de cauda, afetando a dirigibilidade do Globocop e obrigando o piloto Antonio Ramos a realizar um pouso forçado no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Além do piloto, estavam a bordo o operador de sistemas Roberto Mello Reis e a repórter Karina Borges. Ninguém se feriu. A TV Globo já informou o incidente às autoridades policiais e aeronáuticas. A Chefia de Polícia Civil do Rio determinou a abertura de inquérito, que será conduzido pela 6ª DP (Cidade Nova).




Record flagra pouso forçado do Globocop, atingido por tiros de traficantes no RJ