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Como surgiu a barra de progresso?

Ela nos ajuda a acompanhar a instalação de um programa, o download de um vídeo ou o carregamento de um jogo em Flash. Mas quem teve essa brilhante ideia que nos deixa menos ansiosos?

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A barra de progresso é usada largamente hoje no mundo da tecnologia, nas mais diferentes situações: quase toda vez em que é preciso aguardar um processo, ela dá as caras. E nós estamos tão acostumados com sua existência que se quer damos conta de imaginar como essa ideia surgiu.

Pois bem: tudo começou em uma conferência sobre o nascente campo das interações entre humanos e computadores, em 1985. Brad Myers, estudante de pós-graduação, apresentou um documento sobre a importância do que ele chamou de “indicadores porcentuais de progresso”. Segundo Meyers, as barras de progresso deixariam os usuários menos ansiosos e mais eficientes, ajudando-os até mesmo a “efetivamente relaxar” no trabalho.


Quase todo mundo gosta

Para provar sua teoria, Myers pediu para 48 colegas executarem pesquisas em um banco de dados do computador, com e sem a barra de progresso (uma cápsula, que enchia da esquerda para direita foi usada para marcar o andamento). O resultado disso? 86% disseram que gostaram de acompanhar a marcação.

De acordo com Meyers, as pessoas não se importavam muito se a barra de progresso era precisa. Segundo o estudante, é preferível ter a barra de progresso à não ter nada, em uma época que as máquinas eram muitas vezes lentas e pouco confiáveis.


A melhora na espera

“As pessoas que esperam pelo todo tipo de coisa, todos os dias, às vezes são mais felizes que outras”, escreveu o designer de interface Bob Stahl em um artigo de 1986 para a Computerworld. “O problema é a forma como o usuário se sente sobre a espera”, concluiu.

Desde os anos 80, vários outros tipos de barras de progresso foram sugeridos, mas a forma horizontal foi a que prevaleceu. De lá para cá, diversos tipos de refinamentos a incrementaram, como a adição de cores e efeitos de animação.

Enganando o cérebro

Para Chris Harrison, pesquisador da Universidade Carnegie Mellon, esses efeitos podem enganar o cérebro, fazendo parecer que a barra está se movendo com mais velocidade. Além disso a barra pode andar um pouco pra frente, mesmo que a tarefa esteja internamente parada. Quem nunca imaginou isso?
Segundo Harrison, essa situação leva a uma pergunta: os usuários realmente querem a verdade, ou eles preferem uma experiência mais "relaxada e confortável"? Há ainda outra questão, mais profunda: a barra de progresso é uma ferramenta que nos torna mais eficientes ou só um componente que ajuda a passar o tempo? Com a palavra, o leitor.