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Bruno ganha faixa de apoio em MG; Justiça ouve 10 testemunhas

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O goleiro Bruno e mais oito réus no processo pelo desaparecimento e morte da ex-amante do jogador, Eliza Samudio, participaram de uma audiência no Fórum de Ribeirão Preto, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), nesta quarta-feira. Bruno foi recepcionado no local por faixas de apoio, colocadas por amigos na entrada do Fórum.
Segundo o Tribunal de Justiça do Estado, das 15 testemunhas de defesa que compareceram para prestar depoimento, dez foram ouvidas nesta quarta-feira. Cinco pediram dispensa, que foi aceita pela juíza Lucimeire Rocha, que presidiu a sessão.
Em seu depoimento, o primo do atleta, Sérgio Rosa Salles, afirmou que, no dia da reconstituição do crime, foi agredido por policiais que o forçaram a mentir. Sérgio disse ainda que foi obrigado a aceitar Marco Antônio como seu defensor pelo delegado Édson Moreira. Durante a audiência, ele solicitou que o advogado não o defendesse mais e alegou que também foi agredido no Departamento de Investigações de Belo Horizonte, durante a fase de inquérito.
Os depoimentos começaram a ser ouvidos às 11h15 e foram concluídos por volta das 18h. Essa foi a 10ª audiência sobre o caso. Segundo o Tribunal de Justiça, a próxima será realizada na sexta-feira, em Contagem. Serão ouvidas duas testemunhas, sendo uma da defesa e uma do juízo. Os interrogatórios dos réus estão marcados para os dias 8, 9 e 10 de novembro.
Também nesta quarta-feira, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros fizeram buscas pelo corpo de Eliza na região da Pampulha, em Belo Horizonte, onde Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, teria estado na noite do suposto crime, em junho.
O caso
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.
No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.
Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.
No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo.
No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno responderá como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação da atual amante do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.

Font: Terra.com.br
 
Ele foi um monstro e sempre será,isso são pessoas que estão apoiando ele,e devem estar no mesmo caminho !
 
tenho medo desse drogadão !
 
os atacante do flamengo é uma _______ mais o golero mata ;x