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Brasil quer o fim da biopirataria para preservar biodiversidade

A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, disse nesta terça-feira, 26, em conferência da ONU, que a preservação da biodiversidade depende da negociação de um acordo para acabar com a biopirataria nos países em desenvolvimento.
Para Teixeira, garantir um acordo vinculante que acabe com a "biopirataria" é indispensável para que se alcance um pacto mais amplo nas negociações, que acontecem esta semana na cidade japonesa de Nagoya.
"Precisamos de um acordo para um protocolo ABS", disse a ministra à AFP, referindo-se ao Acordo de Acesso e Compartilhamento de Lucros (ABS, na sigla em inglês). "É muito importante que consigamos ainda este ano. Para nós, é inaceitável que ainda não tenhamos uma legislação formal" (para o ABS), completou a ministra.
Delegados de mais de 190 países participam na conferência de Nagoya, cuja função é discutir o modus vivendi da raça humana, a destruição da natureza e quem está liderando a corrida da extinção.
Um rascunho do texto proposto lista 20 metas a serem alcançadas nos próximos 10 anos, como a proteção de florestas e mares, a redução dos níveis de poluição e recuperar ecossistemas degradados. O Brasil, no entanto, insistiu que nenhum objetivo será estabelecido até que os países ricos assinem um acordo BDS.
Por quase duas décadas, os países ricos resistiram à consolidação de um pacto como este. "É preciso entender a necessidade de compartilhar os lucros", disse a ministra à AFP em Nagoya. "Para haver um acordo sobre a biodiversidade, é importante proteger, é importante ter um uso sustentável, mas também é importante dividir os lucros", indicou.
Questionada sobre a possibilidade de que as negociações terminem em fracasso na sexta-feira, Teixeira disse que "sempre há um risco". Ela disse, no entanto, que está otimista. "Acho que conseguiremos alcançar um acordo", afirmou. "Sou uma otimista, então espero que sim. Trabalhei duro para isso", completou

Font: http://noticias.terra.com.br